Pisar de forma errada pode gerar lesões no corpo 

Você já parou para pensar na importância da sua pisada para o desempenho de exercícios de impacto como corrida, saltos ou ainda mesmo na execução de atividades do seu dia a dia como caminhar, subir ou descer escadas?
Se a resposta for não, está na hora de começar a notar essa questão. Isso porque pisar corretamente, evita de sofrermos lesões durante estas atividades. Uma pisada incorreta pode, por exemplo, gerar torções nos tornozelos, no joelho, além de problemas posturais e na coluna, sistemas muito requeridos quando caminhamos e também gerar quedas que podem afetar outras partes do nosso corpo.
Há aquelas pessoas que pisam torto, por uma questão comportamental, mas em boa parte dos casos a pisada errada pode estar relacionada a anomalias do pé ou ao tipo de pisada que cada pessoa tem.
O tipo de pisada que tempos, por exemplo, influi no tipo de tênis que devemos escolher para realizar nossas atividades. Existem três tipos de pisada: neutra, pronada e a supinada.
A pisada neutra é a que consideramos como correta. Ela ocorre quando o pé se apoia uniformemente no chão, ou seja, o arco da planta do pé não faz nenhum desvio rotacional quando pisamos e isso faz com que o impacto do movimento seja absorvido de forma homogênea pelo pé.
A pisada supinada ocorre quando pisamos para fora, projetando a carga corporal para lateral externas dos pés. É muito comum em pessoas que possuem o arco do pé muito acentuado, condição conhecida como pé cavo, que faz com que o apoio se desloque para lateral externa.
A terceira pisada é a pronada e ocorre, geralmente, em pessoas que tem o “pé chato”. Neste caso a pisada ocorre com desvio para parte interna do pé. Costuma ser a mais comum entre a população.
Saúde
É muito importante procurar o ortopedista especializado em pés aos sentir problemas que estão relacionados à sua pisada, principalmente, se nas suas atividades diárias seus pés são muito requeridos.
As condições geradas pelo tipo de pisada associadas ao uso de tênis e sapatos incorretos podem variar de agudas a crônicas, com surgimento de bolhas, calos e lesões ósseas. Além disso, podem ocorrer problemas crônicos como tendinites no tornozelos, canelites, deformidades ósseas, entre outros problemas.

Fraturas de estresse – saiba o que é

Caracterizada por lesões ósseas que podem variar desde edemas, passando por pequenas fissuras, até uma fratura completa, causada pelo esforço repetitivo ou força, gerados pelo excesso de uso ou exercícios de impacto, as fraturas por estresse representam cerca de 10% das fraturas esportivas.

Esse tipo de fratura é muito comum nos ossos que sustentam o nosso peso como os das pernas e pés, sendo mais recorrentes nos metatarsos. Atletas, que praticam corridas, militares que realizam marcha, além de praticantes de atletismo e balé são os mais atingidos por esse tipo de problema.

No entanto, a fratura por estresse pode atingir qualquer pessoa, durante a prática de exercícios mal executada ou ainda quem sofre processo de enfraquecimento dos ossos, como é o caso da osteoporose.

A fratura de estresse ocorre quando há uma redução do amortecimento do impacto por conta da fraqueza muscular ou pela falha na absorção do mesmo, gerando um impacto e o aumento do estresse em pontos focais, gerando fraturas microscópicas.

Para evitar ter que interromper o treino por causa de uma fratura por stress, você deve ter atenção total na frequência do programa de exercícios, no aquecimento pré-treino e na gradação do aumento da carga.

Sintomas: Entre os principais sintomas deste tipo de fratura estão inchaço e dor na área afetada que tendem piorar com o tempo.

Diagnóstico: O diagnóstico da fratura por estresse é feito em consulta com o ortopedista, especializado em medicina esportiva e pode incluir a realização de exames de imagem.

Tratamento: O tratamento para a fratura por estresse é conservador e depende muito do grau da lesão, mas geralmente incluem a imobilização da área afeta com uso de sapato ortopédico no caso dos pés, cinta ou muletas para reduzir a carga no osso.

Além disso, quando a fratura é de baixo risco é permitida a realização de atividades na água e exercícios de fortalecimento e alongamento.
Nas fraturas mais graves, o tratamento acaba sendo mais rigoroso, incluindo repouso absoluto e imobilização até a recuperação do osso. Caso não haja uma boa evolução, pode ser necessária a realização de uma cirurgia para corrigir o problema.

Dores na Canela podem ser Síndrome da Tensão Tibial. Você sabe o que é?

A canelite é comum nos corredores, principalmente nos iniciantes que praticam o esporte de forma errada e exageram no ritmo dos treinamentos.

Popularmente conhecida como canelite, a síndrome da tensão tibial medial (STTM) é comum nas pessoas que praticam a corrida, principalmente nos iniciantes que ainda não se adaptaram às atividades ou que exageram no ritmo dos treinamentos.
A STTM é definida como dor e desconforto na perna, causada pela corrida praticada de forma repetitiva numa superfície dura ou por uso excessivo dos flexores do pé. É a inflamação do principal osso da canela, a tíbia, que leva a dor na região póstero – medial da perna dos dois terços distais da tíbia (veja a área rosada da figura). Condição também conhecida como síndrome do sóleo.

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Marcelo Annunciação, de São Paulo, sabe bem o que é a canelite. O rapaz, de 23 anos, começou a correr em 2006, mas não treinava, só participava de competições. Quando resolveu levar o esporte mais a sério e intensificar a prática, passou a sentir esse incômodo na perna. Parou de fazer a atividade e voltou em agosto desse ano. Não deu outra! Sentiu as dores novamente.
– O ortopedista pediu ressonância, parei de treinar e ele mandou passar gelo e ficar quatro semanas sem correr, mas não adiantou. Indo à academia, começou a melhorar. Agora, vou procurar um ortopedista especializado em corrida – disse Marcelo.

De acordo com a ortopedista Ana Paula Simões, especialista em medicina de pé e tornozelo e assistente do Grupo de Traumatologia do Esporte da Santa Casa de São Paulo, a dor é contínua e progressiva.
– A dor é aliviada com repouso e piora com a atividade física. Pode haver dor com a elevação dos dedos do pé ou pela flexão plantar resistida e, com isso, acaba resultando na queda do desempenho ou na limitação do atleta – informou Ana Paula.

Causas da canelite
* Alterações biomecânicas;
* Aumentos súbitos na intensidade do treinamento e duração;
* Alterações no calçado e superfície de treinamento;
* Lesões de partes moles;
* Falta de alongamento;
* Anormalidades na inserção muscular.

Etiologia e biomecânica
Na fase média da passada, o pé prona, ou seja, vira-se para dentro, para absorver o choque e para se adaptar ao terreno. Nos casos de pisada pronada excessiva, quando a parte de fora do calcanhar toca no chão e o pé inicia a rotação para dentro e só depois volta ao normal, ou de maior velocidade de pronação, a biomecânica da marcha ou da corrida é alterada, gerando um estiramento do músculo sóleo medial.

alongarTratamento
Após a realização de alguns exames complementares, dá para constatar o nível da lesão. Na ressonância magnética, pode ser evidenciado um edema periosteal, indicando a periostite de tração. A cintilografia óssea pode mostrar lesões longas longitudinais chegando a um terço do comprimento do osso.

– É muito comum. Trato, em média, cinco casos por semana. O mais dificil é o paciente aceitar que ele tem que parar de fazer o impacto ou o treino que gerou a lesão. Nos casos leves, só a diminuição da intensidade e duração do treino já ajuda, mas não é o que ocorre com a maioria, que muitas vezes tem que parar. Muitos não sabem tratar a doença direito. Depois que as dores passam, faço as correções posturais, de pisada e
equilíbrio muscular, essa é a chave do tratamento.
A maioria das síndromes é de tratamento conservador. Faz-se necessário repouso relativo de dois a quatro meses, mantendo o condicionamento físico com atividades sem impacto e indolores como bicicleta e natação.
– Medidas gerais devem ser tomadas. Gelo pode ser usado e também recomendo fisioterapia analgésica e alongamento do aquiles. Em alguns casos, é necessária a utilização de palmilha para correção da pronação – orientou a ortopedista.
O retorno às pistas deve ser gradual, não se esquecendo do alongamento e condicionamento progressivos. A indicação cirúrgica só ocorre após dois períodos de repouso e do retorno às atividades com a repetição dos sintomas.

Unha Encravada do Atleta – Como Dói…

O que é?
Onicocriptose, ou unha encravada, é uma condição dolorosa em que a pele do lado da unha cresce ao longo da borda da unha , ou quando parte da unha cresce na pele.

Quais são os sinais e sintomas?
Dor na área lateral da unha, geralmente no dedão do pé ( hálux ). A unha pode aparecer de forma irregular e menor do que o normal, como se estivesse partida ou como se parte(s) dela estivesse enterrada sob a pele nas bordas e / ou ponta do dedo.
Dor e sensibilidade na área pode começar como uma pequena irritação e progredir para o ponto onde usar certos sapatos torna-se desconfortável ou mesmo intolerável.
Em alguns casos, o dedo do pé pode apresentar edema excessivo , tem uma vermelhidão a ao redor da área , ou sentir quente ao toque. Neste caso, pode estar infeccionado e a área precisa de atenção médica profissional.

Atletas:
Se você é um corredor, pode achar que a dor de uma unha encravada proíbe você de desfrutar sua corrida e treino. Em muitos casos, meias apertadas ou sapatos com biqueira e caixas anteriores estreitas podem agravar o desconforto. Unhas encravadas podem ocorrer em qualquer idade e sexo.

Unhas encravadas podem não ser uma doença grave, mas são irritantes, dolorosas e problemáticas. Se você é um atleta ou uma pessoa cujo eposrte envolve ficar em pé, andando ou correndo, o problema pode marginalizar você por um tempo, se não for dado o tratamento adequado e rápido.

O que provoca ?
A causa mais comum de unhas encravadas é cortar as unhas dos pés de forma incorreta , de modo que elas crescem em um ângulo agudo contra a pele . Ao longo do tempo, a unha vai perfurá-la, fazendo com que a dor esteja sempre associada com a condição.
Certos tipos de pé ou tipos de pisada pode ter uma tendência maior a encravar a unha, em alguns casos o problema é a unha que é demasiadamente grande para o dedo do pé . Em outros casos , os pacientes tem deformidades nos dedos como na artrite por exemplo. Finalmente, trauma no dedo do pé pode dirigir pedaços de unha na pele e “treinar” a crescer dessa maneira.

Em qualquer caso, o problema pode piorar sem tratamento . O ambiente da maioria dos sapatos (com pouca ventilação ou desconfortáveis) acrescenta bactérias para o meio ambiente. Adicione esses microorganismos para um dedo do pé já ferido, em uma área escura quente e úmida onde o ar não circula , e você tem uma receita de livro para a infecção!

Como tratar?
IMPORTANTE: Se você tem diabetes, você deve consultar o seu médico ao primeiro sinal de problemas com seus pés ou dedos dos pés, não importa quão pequeno você pode pensar que eles são. As seguintes precauções e medidas podem ser recomendados por seu médico:

Em muitos casos em que a infecção não estiver presente, o paciente pode primeiro limpar o pé cuidadosamente com água e sabão, em seguida, mergulhe-o em um banho de água salgada quente, isso ajuda a fazer um contraste e aliviar as dores.

Seca-se o pé cuidadosamente e aplica um anti-séptico suave para a zona. Enfaixe o dedo cuidadosamente (e não muito apertado) Este passo deve ser repetido pelo menos três vezes por dia. Existem vários remédios que ajudarão endurecer a pele e reduzir o tecido mole ao longo da borda da unha de modo que ela cresça normalmente . Há também ataduras comerciais especiais que irão amortecer a área e manter a unha evitando ser conduzida ao crescimento para dentro.

Se não responder a esse tratamento, ou se está suspeitando de infecção, é essencial que você confirmar suas suspeitas através da consulta com um médico. Outras condições têm sintomas semelhantes, e um profissional pode dizer a diferença. Uma vez que o diagnóstico é obtido, é essencial para iniciar o tratamento imediatamente .

Em alguns casos, o médico pode cortar ou remover a unha infectada com um pequeno procedimento cirúrgico no consultório no qual uma porção da unha encravada ou crescimento excessivo da pele é removida, e a área de tratamento para a infecção. Em muitos casos, o problema irá responder facilmente a este tratamento, e o paciente não terá uma recorrência.

Alguns pacientes, no entanto, que apresentam dores crônicas ou unhas deformadas encravadas a longo tempo faz –se necessário procedimento cirúrgico , onde o médico vai reformar a unha de modo a que seja mais estreito e menor probabilidade de crescer na pele-cantoplastia.

Como prevenir?
A melhor maneira de evitar uma unha encravada é o método mais simples de todos : manter suas unhas aparadas em linha reta . Regularmente usando cortadores projetados especificamente para esse fim. Não corte os lados das unhas. Se você ver o início de uma unha encravada , cortar em frente e siga as medidas conservadoras acima. Nunca puxe a unha , ao longo do tempo , ela cria um caminho Além disso, fazer todo o possível para proteger seus pés de traumas, e usar sapatos com espaço suficiente no antepé.

Examine seus pés regularmente. Observe qualquer vermelhidão, inchaço ou descoloração. Flexione os dedos dos pés e verificar se há alguma dor ao caminhar, correr ou até mesmo em pé . Se houver alguma , fazer uma verificação rápida de seus dedos do pé, com especial atenção para a aparência das unhas e da pele ao seu redor. E bons treinos!

Esporão do Calcâneo – Osteofito Plantar

O que é esse ossinho que incomoda tanto?

A dor no calcanhar é um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atleta. Ela pode ter várias causas, sendo uma das mais freqüentes a Fasceíte plantar, que nada mais é que a inflamação da fáscia plantar e o esporão do calcaneo.

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Fonte: arquivo pessoal

A fáscia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos ela ajuda a manter o arco plantar.
Já o esporão do calcâneo pode fazer parte do quadro de fasciíte plantar mas se caracteriza principalmente por um crescimento ósseo no calcâneo( osteofito), o qual localiza-se adjacente a fáscia plantar e é causado pela tração dos músculos flexores curtos dos dedos.
Sabemos hoje que a presença ou ausência do esporão, bem como seu tamanho não é a causa da dor nos corredores. Cerca de metade das pessoas com fasciíte tem esporão do calcanhar e mais ou menos 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão nesse caso, ocorre devido a processos degenerativos.

Sinais e sintomas – O paciente com fasciíte apresenta dor na parte posterior que irradia para a planta do pé, o eposrão a dor é localizada no calcanhar. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos ao levantar-se da cama pela manhã, pois os pés permanecem em flexão plantar e relaxados durante toda à noite, além disso, atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.

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Fonte: arquivo pessoal

No caso do esporão, algumas vezes o pé adapta-se a esta proeminência e a dor pode até diminuir com o passer do dia ou pratica de esporte. Por outro lado, um esporão indolor pode transformar-se em doloroso em conseqüência de uma pequena lesão, como pode acontecer durante a corrida. Mas a maior causa da dor é devido a essa proeminência óssea ser comprimida contra a parte posterior do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.

Causas e diagnóstico –

– Alterações na formação do arco dos pés (principalmente a acentuação do arco, pé cavo);
– Alterações na marcha (pisada errada)
– Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna.

A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Pode-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação. A ultra-sonografia ou Ressonância magnética são métodos importantes de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.

Tratamento

– Inicialmente é sempre conservador:

– Medicação com antiinflamatórios e analgésicos;

– Fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles;

– Suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas para diminuir o impacto sobre a região

– Perder qualquer peso excessivo;

– Palmilhas com acolchoamento do calcanhar podem minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a dor além de absorção do impacto

– Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem as opções:

– Injeções de corticóide na fáscia plantar;

– Uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fáscia plantar enquanto estamos dormindo;

– Terapia por ondas de choque extracorpórea, produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado. Novo método eletrohidráulico de tratamento que é menos invasivo.

A cirurgia fica reservada para os pacientes que não respondem a essas medidas citadas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão ou a fasciectomia quando a dor constante dificultar a marcha e na falha do tratamento conservador.

Osteoartrite do Tornozelo

Masculino, 50 anos, dor no tornozelo

A definição do Colégio Americano de Reumatologia (ACR), de artrose compreende “um grupo heterogêneo de condições que levam a sintomas e sinais articulares que estão associados a defeitos da integridade da cartilagem articular, além de modificações no osso subjacente e nas margens articulares”. Os termos osteoartrose (OA) ou osteoartrite são empregados como sinônimos de artrose.
A osteoartrose pode acometer uma única ou diversas áreas articulares, envolvendo mais comumente articulações que suportam peso nos membros inferiores, ( como o tornozelo e pé) e certas articulações das mãos e as colunas cervical e lombar.
Embora haja grande variação nos resultados dos estudos epidemiológicos, dependendo do critério utilizado na definição da doença – histopatológico, radiográfico ou clínico –, a osteoartrose é, sem dúvida, a doença articular mais prevalente em todo o mundo.
Histopatologicamente, descreve-se a presença de lesão na cartilagem articular desde a adolescência, podendo atingir 90% dos indivíduos aos 45 anos. Radiograficamente, considerando-se todas as articulações, a osteoartrose acomete cerca de 60% dos homens e 70% das mulheres após os 65 anos, sendo que, após os 85 anos essa cifra atinge 100%.( vide imagem 1)

Imagem 1- RX do Tornozelo do paciente em questão o qual referia dor no tornozelo a 1 ano.

Imagem 1- RX do Tornozelo do paciente em questão o qual referia dor no tornozelo a 1 ano.

Clinicamente, embora os dados sejam controversos, 10 a 30% dos indivíduos acima de 60 anos têm sintomas compatíveis com a doença. Neste caso o incio dos sintomas deveu-se a microtraumas repetitivos durante o futebol.Diversas séries recentes apontam para um aumento na prevalência da osteoartrose, fator possivelmente relacionado ao envelhecimento da população.
Trata-se de uma causa frequente de dor, limitação funcional e incapacidade na população, ocasionando considerável perda da qualidade de vida do indivíduo acometido. Seu impacto socioeconômico é mundialmente significante, já que é uma das mais importantes causas de absenteísmo ao trabalho, além de gerar altos custos com tratamentos cirúrgicos, nas formas avançadas.
Recentemente, houve diversos avanços na compreensão da fisiopatogenia e no tratamento da osteoartrose. A doença deixou de ser considerada uma condição meramente degenerativa, passando a ser encarada como um estado de insuficiência osteocartilaginosa, no qual há intensa atividade metabólica da cartilagem. O tratamento passou a incluir além das terapias não farmacológicas e do uso de analgésicos e anti-inflamatórios, como no caso tratado em questão, novas abordagens, como as drogas condroprotetoras ou potencialmente modificadoras da doença osteoartrósica (DMOAD) e a viscossuplementação.
Frente a um paciente com o diagnóstico de osteoartrose, o médico deve estabelecer um programa terapêutico individualizado e multidisciplinar, objetivando reduzir os sintomas, melhorar a função e limitar incapacidades. Figura 1.

Figura 1- Principais fatores envolvidos na etiologia da osteoartrose

Figura 1- Principais fatores envolvidos na etiologia da osteoartrose

Atividades que envolvem esforço físico, sobrecarga articular e prática competitiva esportiva como no caso em questão, associam-se a uma maior ocorrência de osteoartrose devido a atividades de alta intensidade, com impacto articular direto com outros indivíduos, superfície ou equipamento, como ocorre com os jogadores de futebol e maratonistas, os quais são atividades de maior risco.
A atrofia do da musculatura adjacente a articulação acometida observada em pacientes com osteoartrose tanto pode ser fator de risco como consequência do dano estrutural articular.
Quanto à patologia, a osteoartrose é definida como a perda gradual da cartilagem articular, associada a afilamento do osso subcondral, formação de osteófitos (protrusões osteocartilaginosas) nas margens articulares e inflamação sinovial crônica, leve e inespecífica. No estágio mais avançado, a cartilagem osteoartrósica surgem alterações ósseas e cartilaginosas, com lesões capsulares e sinoviais. O resultado final, macroscopicamente, é a redução do espaço articular, formação de osteófitos marginais e esclerose do osso subcondral. As fases histopatológicas observadas são: ocorrência de edema e microfraturas (fase 1), que evoluem para fissuras (fase 2) e erosões (fase 3).
Vide Imagem 2

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Imagem 2- RM do Tornozelo do paciente evidenciando o grau avançado de erosões no tálus, osteofitoses e redução do espaço articular

Os principais sintomas da osteoartrose são dor, rigidez matinal de curta duração, limitação de movimento e, nas formas mais graves, instabilidade da articulação acometida.
A dor é o principal sintoma da osteoartrose, tendo padrão mecânico – desencadeada pelo uso da articulação e melhorada com o repouso. Esse padrão, diferente do observado nas doenças articulares inflamatórias (dor que piora com o repouso e melhora com o movimento), ajuda no diagnóstico diferencial com outras condições, por exemplo, a artrite reumatoide. Como inflamação sinovial aguda ou subaguda pode ocorrer na osteoartrose, características de dor inflamatória eventualmente podem ser observadas.
Não há correlação estrita entre os sintomas articulares e o grau de alterações patológicas ou radiográficas. Apenas 30% dos pacientes com evidência radiográfica de osteoartrose queixam-se de dor nas articulações acometidas.
Os AINH são amplamente utilizados para reduzir a dor e a inflamação, bem como melhorar a função em pacientes com osteoartrose. Há uma ampla variedade de drogas disponíveis, sendo variáveis suas habilidades de inibir a cicloxigenase (COX), enzima que catalisa a síntese de endoperóxidos cíclicos do ácido aracdônico a prostaglandinas (PG). Alguns anti-inflamatórios são potentes inibidores da síntese de PG, enquanto outros afetam de maneira mais proeminente eventos biológicos não mediados pelas PG.Frente a esse quadro o uso de aintiinflamatorio 1x/dia auxiliou na sua recuperação e melhorou sua qualidade de vida.

BIBLIOGRAFIA
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Dor na sola do antepé – cuidado: pode ser a Metatarsalgia!

metatarsalgia-taktos-001O nome é estranho mas significa literalmente ” dor metatarso ” . Se você tem essa condição você pode sentir como se houvesse uma bola ou meia dobrada no seu antepé, incomodando e fazendo volume ao andar.

Fonte: http://www.pelight.com.br/Doencas/Metatarsalgia.html

 

Isso é diferente do Neuroma de Morton ( já discutido anteriormente, onde a dor é entre os ossos metatarsos e diferente de uma fratura por estresse , onde a dor geralmente é ligeiramente atrás da cabeça desses metatarsos) Mas o que chamamos de metatarsalgia é qualquer dor que ocorre na região dos metatarsos e de uma forma genérica inclui esses diagnósticos diferenciais assim como as dores no hálux como o joanete, artrose e sesamoidite, todos já discutidos no globo.com.

Há vários nervos nessa região do pé por isso, se isso se torna dolorosa e pode realmente machucar com o uso inadequado de calçados e treinos em superfícies muito rígidas como no asfalto.
A dor é de irritação geral das articulações e tendões perto do coxim anterior do antepé onde geralmente que usa salto ou corre no antepé faz calos . Habitualmente o atleta pode continuar treinando, mas diminui a quilometragem ou termina mancando devido a inflamação .

Fonte: http://eastpennfoot.wordpress.com/2012/11/29/how-your-ankle-works-a-quick-anatomy-lesson-on-a-very-complex-joint/nerves-of-foot-and-ankle-2/

 

metatarsalgia-taktos-002Tratamentos:
Princípios
1- Uma pequena almofada metatarsal arredondada pode ser colocada atrás da área dolorida para amortecer a pressão (pad para metatarso ) . A almofada suporta o arco transversos e a redução do coxim gorduroso plantar. O que acontece com muitas pessoas que sobrecarregam essa região.
2- Palmilha sob medida podem acomodar o pé como um todo e reduzir a tensão sobre os metatarsos; geralmente é utilizado um piloto antes da região dolorida
3- Fisioterapia motora e gentilmente esticar cada dedo do pé para cima e para baixo pode realmente ajudar – flexionar e estender cada dedo do pé com a mão segurando a região por 5 segundos e repetir 5 vezes ajuda a alongar e mobilizar a articulação.
4- Alongar os músculos da panturrilha irá diminuir a pressão na parte da frente de seu pé durante a caminhada e corrida. Você precisa alongar todos os grupos musculares para obter melhores resultados e realizar menos duas vezes por dia com os joelhos fletidos e esticados.
5- Fortalecimento e treino de equilíbrio são muitas vezes a parte negligenciada do tratamento de metatarsalgia em corredores . Fortalecendo os músculos do pé e da panturrilha restaura no corpo a habilidade natural de manter o seu arco e reduz a pressão sobre o seu pé durante a corrida .
6- Treinamento do equilíbrio é a aplicação funcional do treinamento de força. Finalizando com a correção da sua pisada o que chamamos de gesto esportivo correto, veja com seu técnico as series indicadas para você.
7- Massageie os músculos profundos dos seus pés e perna inclusive seus ossos metatarsais. Uma garrafa gelada ajuda fazendo movimentos de ir e vir com os pés
8- Finalmente andar descalso na areia ou na grama durante 1-3 minutos uma vez por dia também ajuda a trabalhar os músculos profundos e tendões do seu pé.

Se a dor persistir , procure seu médico para fazer exames complementares e eventualmente iniciar o uso de medicamentos