Cardiologista em SP: Morte súbita em Atletas

Nas últimas semanas tivemos 2 mortes em atletas e corredores jovens. Entre eles o zagueiro da seleção italiana que teve uma morte súbita enquanto dormia. Aqui no Brasil tivemos a morte de uma advogada enquanto praticava corrida de rua.

Sabemos que a atividade física comprovadamente previne doenças e prolonga a vida do indivíduo, no entanto, algumas doenças silenciosas podem estar presentes e se manifestarem exatamente durante a prática do esporte. Por isso uma avaliação detalhada com um profissional especialista se faz necessária.

No caso do zagueiro italiano mesmo com a avaliação dos exames de rotina que é feito no clube, não foi encontrada nenhuma alteração específica. Isso leva a crer que a possível causa da sua morte tenha sido uma doença genética chamada de síndrome de brugada. Ela não aparece nos exames e o indivíduo pode morrer dormindo. Por conta disso, a constante avaliação com um médico experiente é de suma importância.

Através do histórico de doenças da família e um bom exame clínico/físico sem dúvida podem diminuir as chances de um evento cardíaco.

Já no caso da advogada, a mesma realizava uma corrida de 7 km, até então tranquila dentro da sua base de treino e apresentou um mal súbito no 2 km antes da chegada. Em indivíduos abaixo de 35 anos as principais causas de morte durante o exercício são: cardiomiopatiahipertróficadisplasia arritmogênica do ventrículo direito,coronária anômala e miocardite. Todas essas doenças são possíveis de serem diagnosticadas durante consulta de avaliação e após exames específicos.

Cardiologista em SP: confira oito dicas para manter o coração saudável

Sedentarismo, alimentação inadequada, passar o dia inteiro sentado: são muitos os hábitos que prejudicam a saúde do coração, órgão vital para o bom funcionamento de todo nosso corpo.  Reunimos dez dicas para quem quer e precisa manter a saúde do coração em dia. Confira!

Exercite-se: os exercícios físicos, principalmente os aeróbicos como caminhar, correr ou nadar são excelentes para melhorar nosso condicionamento físico e, consequentemente, fortalecer o coração. São indicados ao menos 40 minutos de atividade física até quatro vezes por semana. Mas se apresenta alguma condição ou histórico familiar, consulte o cardiologista antes de iniciar essas atividades.

Dê adeus ao Sal: além do sal que utilizamos na cozinha, ele também está presente em altos níveis nos alimentos industrializados. O sal em excesso no sangue favorece o aumento da pressão arterial, o que prejudica o coração.

Controle a Pressão: além de controlar o sal, deve-se ficar de olho na pressão  arterial. Hipertensos precisam de medicação para o controle da pressão e também adequar fatores de risco – como alimentação e sedentarismo – que colaboram para um quadro de pressão alta.

Fique de olho na balança: o controle de peso, através de alimentação balanceada e exercícios físicos, mantém seu coração saudável. Se você está acima do peso, precisa consultar o médico.

Tabagismo: fumar prejudica o coração e pode desencadear o câncer no pulmão, pele e boca. O consumo de derivados do tabaco pode causar quase 50 doenças diferentes.

Colesterol: o colesterol ruim pode provocar uma obstrução nas veias e prejudicar ou fazer com que seu coração pare de funcionar. Faça exames periódicos para o médico avaliar seus níveis de colesterol.

Glicose/Glicemia – a alta concentração de glicose no sangue pode dificultar sua absorção, fazendo com que o organismo não consiga metabolizar esse açúcar totalmente, causando doenças como o Diabetes.

Faça um Check-up – ao menos uma vez no ano, procure o cardiologista e faça um check-up.  O procedimento permite avaliar o funcionamento do coração e também por meio de exames laboratoriais, o médico pode verificar todas suas taxas – glicose, colesterol, entre outras, o que permite tratar precocemente ou enviar doenças.

Hipertensão e os exercícios físicos

A hipertensão arterial é uma doença crônica, que pode ser controlada com uso de medicação regular e mudanças nos hábitos de vida. Um lado curioso é que muita gente pensa que quem tem pressão alta não pode praticar exercícios físicos, o que acaba sendo um mito, uma vez que o controle da hipertensão passa pela mudança de hábitos de vida – alimentação e a prática de exercícios físicos.

O tratamento para hipertensão é de certa forma simples. Os medicamentos ajudam a controlá-la, mas não elimina suas causas – que além de genética – pode estar associada ao sedentarismo, obesidade, alimentação rica em sódio e gordura.

E por que os exercícios são importantes para quem tem pressão alta? Vejamos, atividades físicas regulares reduzem a pressão arterial tanto de indivíduos que já tem a pressão alta, quanto daqueles que ainda não tem a doença, mas que têm um risco elevado de desenvolvê-la, como os filhos de hipertensos, os obesos e os pré-hipertensos entre outros.

Esse benefício ocorre tanto durante a execução do treino quanto no repouso e também a condiciona a não se alterar quando a pessoa está passando por uma situação de estresse.

E você sabe por que isso ocorre? O exercício físico trabalha grandes grupos musculares, o que diminui a resistência dos vasos à passagem do sangue e, em consequência, reduz a pressão arterial.

Outros benefícios da prática de exercícios estão na redução de taxas que colaboram para o aumento da pressão arterial como a gordura corporal e a gordura no abdômen, reduz o colesterol e os triglicérides, diminui a glicemia, ou seja, o açúcar no sangue, ajudando a prevenir e controlar o diabetes.

Avaliação médica e física

Mas não é para sair por aí fazendo exercícios por conta própria. Antes de iniciar essa rotina de treinos, é preciso consultar o médico cardiologista e passar por uma avaliação completa, incluindo o teste de ergométrico e a realização de cardiograma.

O teste ergométrico é realizado na esteira, com monitoramento da pressão arterial, frequência cardíaca, eletrocardiograma e sintomas. Os dados colhidos são cruzados e assim obtemos uma faixa de batimentos por minuto para que o treino seja feito com a pressão em níveis seguros. A tendência é que o paciente vá evoluindo com o passar do tempo, ou seja, vai adequando mais resistência.

Além disso, juntamente com a orientação médica, e o acompanhamento de um profissional física, o hipertenso poderá iniciar sua rotina de exercícios que podem ser tantos os aeróbicos como natação, caminhada, corrida à musculação. O acompanhamento é necessário porque essa rotina de exercícios deve ser adequada ao perfil de cada pessoa e sendo alterada conforme a evolução do paciente.

 

Avaliação Cardiológica Pré-Participação do Atleta

DR.RICARDO CONTESINI FRANCISCO

A atividade física regular apresenta efeitos benéficos sobre quase todas as estruturas biológicas e funções do corpo humano, incluindo o sistema cardiovascular, com reduções na incidência de infarto e mortes. Mesmo quantidades moderadas de atividade física regular (15 minutos por dia) estão associadas com efeitos preventivos importantes para uma grande variedade de doenças, como: obesidade, diabetes, câncer, depressão e doenças cardiovasculares.

Durante décadas foram questionadas as causas de morte súbita em atletas saudáveis e competitivos. Hoje sabemos que a maioria dessas mortes ocorrem devido alterações cardíacas adquiridas ou congênitas sendo os sintomas muitas vezes frustros ou ausentes. Dessa forma a avaliação cardiológica previa se torna imprescindível para a pratica segura de atividade física.
Essa avaliação deve ser realizada periodicamente, no mínimo anualmente, através de uma avaliação médica que deva constar a consulta com profissional especializado em esportes, o exame físico e no mínimo um eletrocardiograma. O teste de esforço também se torna essencial nos indivíduos que realizam atividade competitiva e também naqueles que desejam conhecer a sua frequência cardíaca ideal de treinamento.

De acordo com estudos europeus, o ECG, possibilita a detecção de aproximadamente 60% das patologias cardíacas que podem levar a morte súbita em atletas ativos.

Portanto, todos os indivíduos que pretendem iniciar , ou aqueles que pretendem intensificar treinamento, devem realizar exames cardiológicos e ortopédicos para conhecer suas possíveis limitações assim como receber orientações como melhorar seu desempenho e realizar seus exercícios com segurança.

Orientações para Prescrição de Exercícios

Dr. Ricardo Contesini Francisco

CRM-SP106367

Especialista em Cardiologia pela SBC/AMB

Pós Graduado em Medicina Esportiva pelo CEMAFE/UNIFESP

Médico da Seção de Cardiologia do Esporte do IDPC

Médico da Clínica Integrada de Medicina do Esporte e Exercício do HCor

Leia a matéria clique no link: Frequencia-cardiaca-perda-peso

Introdução

Desde a Grécia antiga já se conhece os benefícios da atividade física, no entanto, sempre houve um questionamento sobre intensidade, duração e regularidade de exercício que deva ser realizado para ter impacto na qualidade de vida e mortalidade da população. [1] Atualmente o sedentarismo se caracteriza como um dos principais fatores de risco para doença cardiovascular com risco equivalente a tabagismo, hipertensão e colesterol alto inclusive contribuindo para o aumento da mortalidade.[2]

Nas recomendações atuais acredita-se que qualquer quantidade de atividade física é melhor que o sedentarismo. A partir de 15 minutos da prática de exercícios diários já existem evidencias de diminuição no risco de morte. [3] Dessa forma, a prática regular e contínua de atividade física reduz a chance de mortalidade por todas as causas, entre elas: infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, diabete, e vários tipos de câncer.

As atuais diretrizes consideram que a orientação de atividade física para a população tem seu melhor benefício quando se eleva a intensidade para moderada a intensa. Apesar de uma atividade física leve já apresentar benefícios, a elevação do desempenho diminui o risco cardiovascular e melhora a qualidade de vida. [2,3]

 No entanto, quando se extrapola para uma atividade física severa as evidencias de benefícios diminuem e o aparecimento de lesões musculares e potenciais malefícios cardiovasculares aparecem. [4]

Orientações

O profissional de saúde deve prescrever a prática de atividade física de acordo com alguns critérios básicos recomendados:

  1. Tipo de exercício
  2. Intensidade
  3. Frequência
  4. Duração

Tipo de exercício

Durante muitos anos os profissionais de saúde orientaram apenas a prática de atividade aeróbica como ideal para saúde. Esse conceito mudou ao longo tempo e a prescrição de atividade resistida é essencial para qualquer tipo de indivíduo.

A atividade física resistida (ex: musculação) propicia um melhor tônus muscular e possibilita ao músculo um melhor desempenho na prática aeróbica. Além disso, em indivíduos diabéticos tipo 2 foi demonstrado que a prática de exercícios resistidos melhora a expressão de GLUT4 (receptor de glicose na membrana celular) e diminui os níveis de glicemia de uma maneira mais intensa.[5]

Já na hipertensão arterial, o exercício resistido era contra indicado devido ao receio de aumento dos níveis da pressão arterial; no entanto, atualmente consideramos que a intensidade da prática resistida é que determina o beneficio ou não em indivíduos hipertensos. [2]

Portanto em indivíduos sem contra indicações para a prática de atividade física, o ideal seria orientar uma proporção de 2×1 entre aeróbico e resistido respectivamente. Em indivíduos diabéticos tipo 02 a proporção dever ser igualitária.

Intensidade

Podemos classificar a intensidade de atividade física aeróbica em quatro estágios: leve, moderada, intensa e severa. Existem vários métodos de se quantificar a intensidade do exercício, desde: VO2, MET, escala subjetiva de esforço (Borg) e frequência cardíaca (FC). Nesse texto consideraremos a FC como base para a prescrição de exercício devido à facilidade de aferição através de frequencímetros ou até mesmo pela aferição manual.

Deve-se ter em mente que independente da modalidade esportiva aeróbica que se realiza (caminhada, corrida, bicicleta, natação, etc.) a FC indica a intensidade física realizada durante o esforço, portanto, o importante é determinar a faixa de FC ideal para o treinamento, e esse irá sofrer mudanças em longo prazo conforme a melhora do condicionamento físico do indivíduo.

  • Leve – 50 a 60% da FC máxima atingida no teste ergométrico até a exaustão
  • Moderada – 60 a 70% da FC máxima atingida no teste ergométrico até a exaustão
  • Intensa – 70 a 80% da FC máxima atingida no teste ergométrico até a exaustão em mulheres

   70 a 85% da FC máxima atingida no teste ergométrico até a exaustão em homens

  • Severa – >80% da FC máxima atingida no teste ergométrico até a exaustão em mulheres

   >85% da FC máxima atingida no teste ergométrico até a exaustão em homens

O cálculo da FC máxima é individual e deverá ser adquirida no momento da exaustão durante o teste ergométrico. Por exemplo, o indivíduo solicita interromper o teste ergométrico, pois atingiu a exaustão, naquele momento, a FC era de 200 bpm e apresentava uma FC de repouso de 60bpm. Consideraremos 200 bpm como a FC máxima da exaustão e iremos prescrever o treinamento de acordo com a fórmula de Karvonen [6]:

No caso de atividade física de moderada a intensa para mulheres:

FC treinamento= (FC máx – FC repouso) x % da intensidade + FC de repouso

FC treinamento(t) = (200 – 60) x 0,60 + 60; FC t = 144.

FC treinamento= (200 – 60) x 0,80 + 60; FC t = 172.

Portanto, como citado anteriormente, o ideal seria prescrevermos a atividade física com intensidade no mínimo moderada e no máximo intensa; sendo assim a FC ideal de treinamento para essa mulher seria de 144 a 172 bpm. No caso de se ultrapassar essa FC o indivíduo estaria realizando uma atividade física severa.

Nessa faixa de intensidade, os benefícios cardiovasculares são duvidosos e há o risco de maior utilização de proteínas como substrato energético ao invés de gorduras ou carboidratos caracterizando a “perda de massa magra”.

Na atividade física de intensidade leve, o principal substrato energético a ser utilizado é a gordura que fornece muita energia; então seriam necessárias muitas horas de exercício para se consumir uma pequena quantidade de gordura. Já na atividade física de intensidade moderada a intensa, o principal substrato energético é o carboidrato. O estoque de carboidrato circulante no sangue e estocado nos músculos acaba dentro de 15 a 30 minutos durante o exercício e então o corpo inicia a queima de gordura para fornecimento de energia. [2]

Portanto consideramos a prescrição de intensidade de exercício aeróbico entre moderada a intensa como ideal para benefícios cardiovasculares e perda de peso.

Em relação à intensidade de exercício físico resistido devemos orientar o individuo a trabalhar todos os grupos musculares ao menos 01 x na semana de forma contínua ou intermitente. Para determinar a intensidade do treino devemos determinar a forca voluntaria máxima (FVM) de cada individuo. A FVM é definida como a maior quantidade de carga que pode ser realizada em um único ciclo. Por exemplo, o individuo inicia um exercício de supino com uma carga de 30 kg; realiza dois movimentos consecutivos, portanto essa não é a forca voluntária máxima! Posteriormente aumentamos a carga para 50 kg, e o indivíduo realiza apenas 01 movimento e no segundo não consegue terminar o ciclo. Dessa forma foi determinada a FVM em 50kgs para aquele músculo em específico. [2,3]

Dessa forma deveremos prescrever o exercício resistido, para fins de condicionamento físico e benefício cardiovascular, com 50 a 60% da FVM com séries mais longas de 14 a 20 repetições.

Frequência

Grandes estudos comprovaram os benefícios da atividade física quando realizados em intensidade moderada por no mínimo 30 minutos em 5 dias na semana ou de forma intensa por pelo menos 20 min em 3 vezes na semana. No entanto, podemos incentivar os indivíduos a uma rotina na prática de atividade física diária. [2]

O grande benefício da prática de exercícios se dá pela ativação do sistema nervoso autonômico parassimpático; ele que propicia após o exercício melhora na pressão arterial, diminuição da frequência cardíaca, vasodilatação arterial, etc. No entanto, esses benefícios só serão atingidos após 12 a 14 semanas de um programa contínuo de exercícios e ocorre uma perda dessa ativação após 48 h de inatividade. [3]

Dessa forma, consideramos o ideal a realização de exercícios físicos de 04 a 06 x na semana e com intervalos de no máximo 24 horas até a próxima sessão de treinos.

Duração

As atividades podem ser realizadas de forma contínua ou intermitentes devendo na sua somatória ter um mínimo de 30 minutos diários com um ideal de 50 a 90 minutos de exercício aeróbico. Do ponto de vista da atividade resistida à prescrição deve ser dividida em grupos musculares sendo trabalhados todos 01 x na semana. Essa duração pode ser realizada em apenas 01 treino semanal, no entanto o ideal seria dividi-las em 02 ou 03 treinos na semana. [2,3]

Conclusões

A orientação e prescrição de exercícios deve ser um ato realizado por profissionais da saúde e fazer parte de toda consulta ou avaliação. O incentivo para a prática de atividade traz benefícios não só cardiovasculares como musculares e emocionais. A prescrição deve ser objetiva respeitando as limitações musculares e doenças preexistentes.

A realização de novos exames cardiovasculares deve ser de forma periódica e individualizada (04, 06 ou 12 meses) para se determinar a nova condição atlética e possíveis mudanças nos valores da FC máxima além de possibilitar a detecção de possíveis doenças ainda latentes.

Bibliografia

  1. Wen CP1Wai JPTsai MK, et al. Minimum amount of physical activity for reduced mortality and extended life expectancy: a prospective cohort study. Lancet. 2011 Oct 1;378(9798):1244-53
  2. Ghorayeb N., Costa R.V.C., Castro I., Daher D.J., Oliveira Filho J.A., Oliveira M.A.B. et al. Diretriz em Cardiologia do Esporte e do Exercício da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte. Arq Bras Cardiol. 2013;100(1Supl.2):1-41
  3. Haskell WL, Lee I-M, Pate RP, Powell KE, Blair SN, Franklin BA, Macera CA, Heath GW, Thompson PD, Bauman A. Physical activity and public health: updated recommendation for adults from the American College of Sports Medicine and the American Heart Association. Circulation. 2007;116:1081–1093.
  4. Arem H1Moore SC1Patel A2, et al. Leisure time physical activity and mortality: a detailed pooled analysis of the dose-response relationship. JAMA Intern Med. 2015 Jun;175(6):959-67. doi: 10.1001/jamainternmed.2015.0533.
  5. Holten MK1Zacho M, et al.  Strength training increases insulin-mediated glucose

uptake, GLUT4 content, and insulin signaling in skeletal muscle in patients with type 2 diabetes. Diabetes. 2004 Feb;53(2):294-305.

  1. SRA Camarda, AS Tebexreni, et al. Comparação da freqüência cardíaca máxima medida com as fórmulas de predição propostas por Karvonen e Tanaka. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC, v. 91, n. 5, p. 311-314, 2008.