A Lesão Labral do Quadril

Muito se avançou nestes últimos anos não só no diagnóstico mas também no tratamento deste tipo de lesão. Fica claro então por que se ouve falar cada vez mais e mais sobre o tema. Esportistas de renome tiveram suas carreiras interrompidas devido ao fracasso no seu tratamento.

Mas porque ocorre uma lesão nesta estrutura do quadril ?
Antes de tentarmos entender a lesão precisamos entender um pouco a respeito da articulação do quadril. Trata-se de uma articulação do tipo esferóide ou seja, que pode se movimentar em todos os planos, o que confere a ela uma característica peculiar relacionada a sua estabilidade.

Algumas estruturas são responsáveis por essa estabilidade dentre elas o labrum acetabular ou simplesmente lábio do acetábulo. É uma estrutura composta de fibrocartilagem que envolve a articulação quase que na sua totalidade (figura 1) e além de aumentar a estabilidade , promove o que nós chamamos de propriocepção ou seja , informa ao cérebro qual a posição que a articulação se encontra no espaço sem que precisemos olhar para ela.

Figura 1 – Lábio acetabular

Figura 1 – Lábio acetabular

O lábio acetabular é uma estrutura altamente inervada e pouco vascularizada o que leva a um quadro de dor se houver qualquer lesão em seu conteúdo sendo muito difícil a sua cicatrizarão. Normalmente a lesão ocorre devido a uma condição de agressão a longo prazo do labrum e está relacionada a alguns pacientes portadores de uma anatomia específica de seus quadris. A prática desportiva sem dúvida pode também aumentar a

possibilidade de uma lesão labral e os esportes mais relacionados são aqueles que envolvem movimentos de rotação do quadril ou que necessitam de mudanças bruscas de direção. Podemos citar então: esportes de contato como artes marciais , hockey no gelo, futebol, rugby entre outros.Esportes que necessitam de uma rotação vigorosa do quadril como o golfe , tennis , esgrima e dança( ballet).

Os sinais e sintomas normalmente sentidos por aqueles que apresentam uma lesão labral são variados e podem começar durante a prática desportiva ou não. A dor é o principal , geralmente na parte anterior do quadril ou na região inguinal (figura 2), e aparece de forma progressiva. Ressaltos , “cliques” ou bloqueios da articulação também podem ser sentidos porem são menos freqüentes.
Para fazer o diagnóstico o médico deve realizar um exame físico detalhado com algumas manobras específicas que podem alertar par
a patologia, porem um exame de imagem (Artro- Ressonância Magnética) é fundamental para se estudar o tipo de lesão e programar o tratamento.

Figura 2

Figura 2

Uma vez diagnosticada uma lesão no labrum acetabular deve ser iniciado o tratamento que consiste na fase inicial em um programa de analgesia. A fisioterapia deve ser iniciada nesta fase visando o fortalecimento da musclatura e uma melhora da propriocepção. As atividades físicas devem ser diminuídas e os movimentos que causam dor evitados.

Na falha do tratamento conservador pode estar indicado um procedimento cirúrgico chamado artroscopia que consiste na introdução de uma pequena câmera na articulação do quadril seguida de instrumentos maleáveis que podem retirar a parte lesada do lábio acetabular ou repará-lo através de uma sutura ou reinserção dependendo do tipo de lesão apresentada. Durante a artroscopia , a articulação do quadril pode ser completamente examinada a procura de outras lesões que podem estar associadas à lesão labral , como defeitos na cartilagem da articulação , no ligamento da cabeça femoral ou ainda corpos livres soltos. Pode-se ainda realizar a correção do defeito ósseo anatômico que eventualmente está presente e pode ser a causa da lesão.

 

lesao-labra-quadril-003FuguraApós a cirurgia , o paciente deve ficar durante algum tempo utilizando-se de muletas variando de acordo com o procedimento realizado. Imediatamente deve tambem ser iniciada a reabilitação, baseada em protocolo específico que pode variar de cirurgião para cirurgião. O retorno às atividades normais e ao esporte depende de cada caso , porem está diminuindo graças as novas técnicas empregadas.

Mas a lesão labral pode ser evitada?
Essa é a grande pergunta feita nos dias de hoje e a resposta ainda esta longe de der obtida , porem o fortalecimento de todos o grupos musculares da região, o aumento da propriocepção da articulação , a descoberta da possível causa da lesão ou do gesto esportivo causador, parecem ser a melhor forma de evitá-la .

Seu diagnóstico precoce ainda é hoje a melhor forma de se proteger de um problema maior no quadril.

Referencias : Czerny C, Hofmann S, Neuhold A, et al. Lesions of the acetabular labrum: accuracy of MR
imaging and MR arthrography in detectionand staging. Radiology 1996; 200:225–230.
Harris, W.W.: Etiology of osteoarthritis of the hip. Clin Orthop: 20-33, 1986.
Ikeda, T., Awaya, G., Suzuki, S. et al: Torn acetabular labrum in young patients. Arthroscopic diagnosis and management. J Bone Joint Surg
[Br] 70: 13-16, 1988.
Lage, L.A., Patel, J.V. & Villar, R.N.: The acetabular labral tear: an arthroscopic classification. Arthroscopy 12: 269-272, 1996.
Villar, R., Edwards, D. & Lomas, D.: Comparison of MRI and hip arthroscopy
in diagnosis of disorders of the hip joint. J Bone Joint Surg [Br] 7: 52, 1994 (Suppl I).
2007 ANNUAL MEETING
INSTRUCTIONAL COURSE LECTURE HANDOUT
Course Number: 406 Course Title: Hip Arthroscopy: Advanced Surgical Techniques

Epicondilite – Luxação Lateral do Cotovelo

A luxação do cotovelo pode ocorrer em vários movimentos dentro das lutas de contato. Os mais comuns são as chaves, principalmente o “arm-lock”. Nessa chave ocorre a hiperextensão do cotovelo com lesão dos músculos pronador redondo e braquial, ainda ocorre a lesão do ligamento colateral medial e da cápsula ligamentar anterior. Nessa lesão o paciente não consegue movimentar o cotovelo e apresenta grande dor, inchaço e deformidade que podem dar a aparência de fratura. O atleta deve ter seu cotovelo imobilizado e procurar auxílio médico de modo urgente. No hospital o atleta deverá ser submetido a radiografias que evidenciarão a luxação. O médico então deverá realizar uma manobra para que cotovelo recomponha suas formas originais.
Cotovelo não deve ser tratado por profissionais não médicos devido à possibilidade de lesão vascular, neurológica e fraturas, inclusive durante a manobra de redução. Após a redução, se não houver outras lesões, o atleta deverá ficar imobilizado com tala gessada por cerca de 3 semanas
após esse período em geral há uma cicatrização que impede a reluxação, mas a recuperação depende de características próprias de cada organismo. Muitas pessoas podem ficar com uma instabilidade em valgo residual que a longo prazo pode causar dor e formigamento no 40 e 50 dedos da mão devido ao estresse do nervo ulnar como coseqüência da lesão do ligamento colateral medial do cotovelo. Em geral as manifestações tardias são leves e não requerem intervenção cirúrgica. Mesmo com a grande extensão de lesão o atleta consegue em cerca de um mês retornar às suas atividades. Raras vezes é necessário cirurgia para a redução da luxação. Os atletas podem ter luxação do cotovelo com as chaves americana, americana invertida e em quedas e o tratamento segue os mesmos princípios acima, apenas as áreas lesadas são diferentes. A americana pode lesar o ligamento colateral medial e o tríceps, a americana invertida lesa o ligamento colateral lateral e pode fraturar o processo coronóide do cotovelo e finalmente na queda ocorre luxação pelo mecanismo póstero-lateral-rotatório pela movimentação em valgo, supinação e compressão axial com o cotovelo semi-extendido lesando a banda ulnar do ligamento colateral lateral
ligamento colateral ulnar lateral ), cápsula e finalmente ligamento colateral medial como descreve O’Driscoll e cols. Todas essas lesões dificilmente deixarão seqüelas desde que tratadas com urgência e acompanhadas por um profissional da área habilitado, falaremos de cada tipo específico de instabilidade em outros artigos.

EPICONDILITE LATERAL DO COTOVELO

Para que possamos compreender melhor este problema, tão comum no cotovelo, e tão freqüente na população, é preciso que se entendam alguns conceitos, bem simples.
O sufixo “ite”, na medicina, significa inflamação. Assim, a inflamação das amígdalas, por exemplo,é chamada da amigdalite. Da mesma forma, epicondilite diz respeito à inflamação do um osso no cotovelo chamado epicôndilo. O cotovelo tem dois epicôndilos, que são proeminências ósseas de onde nascem os músculos que vão dar movimento ao antebraço e à mão – um lateral, ou do lado de fora da articulação,e outro medial, ou do lado de dentro.

E ISSO É MUITO COMUM ?

Sim, é um dos problemas mais freqüentes do cotovelo. Acomete principalmente adultos de meia-idade e, apesar de ser muito comum em trabalhadores braçais submetidos a esforços repetitivos do membro superior e em atletas que praticam principalmente esportes de raquete, pode aparecer mesmo em indivíduos sedentários.

E PORQUE ELA APARECE ?

A epicondilite é um assunto muito estudado entre os especialistas da área, visto sua freqüência. Apesar de ser classicamente, na literatura ortopédica, descrita como um processo inflamatório que acomete os músculos que se inserem no epicôndilo lateral, estudos mais recentes tem demonstrado que há, na verdade, um fenômeno de degeneração das fibras musculares, acompanhado de muita dor. Todavia, a relação da epicondilite com a meia idade e com a atividade intensa com os braços é bem conhecida.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DO PACIENTE ?

A queixa principal do paciente é sempre a dor, no lado lateral do cotovelo, que pode ou não ser irradiada para a região proximal e dorsal do antebraço. Tem caráter insidioso, ou seja, vai piorando lenta e progressivamente, mas em alguns casos pode aparecer já desde o início com dores intensas. Nos atletas de raquete, a dor no início aparece durante determinados movimentos do jogo ou do treino, principalmente nos golpes de esquerda ( backhand), e é muito difícil que nesta fase ele procure acompanhamento médico especializado. O próprio atleta utiliza-se de métodos de analgesia, como o uso de gelo no local da dor após as partidas. Com o avanço do problema, o processo se torna crônico e o atleta se vê obrigado a procurar ajuda médica, e isso ocorre geralmente 3 meses após o 1º episódio. O pacinete pode se queixar ao segurar algum objeto com o membro superior extendido, geralmente.O médico geralmente encontrará, ao exame físico, dor à palpação do epicôndilo lateral no cotovelo, e extensão ativa dolorosa do punho.

COMO DEVE SER O TRATAMENTO ?

O tratamento da epicondilite lateral geralmente é conservador, sendo cirúrgico apenas se não houver remissão (total ou parcial progressiva) com o tratamento medicamentoso e fisioterápico em um período de pelo menos 3 meses, mas que pode se estender por mais tempo. O tratamento conservador pode ser dividido em dois tipos: médico e fisioterapêutico. O tratamento médico sempre deve ser considerado em todas as fases do tratamento. Para se aliviar a dor do paciente, é indicado inicialmente o uso de antiinflamatórios não hormonais. Se o paciente é atleta, devemos sempre questioná-lo com relação ao equipamento utilizado para a prática do esporte. Devemos sempre questionar qual o tipo de raquete que ele usa, a tensão que é colocada nas cordas (no caso do tênis), e principalmente, movimentos na rotina diária de treinos. Outras formas de tratamento foram descritos, como o uso da acupuntura, a manipulação da região cervical e do membro superior e infiltração de corticóides. O uso dos chamados braces ( tiras de velcro, que envolvem o antebraço. logo abaixo do cotovelo ) pode ser útil em uma fase inicial de tratamento, principalmente nos atletas que jogam e treinam com muita frequência, embora alguns estudos relatem a ineficiência do
brace para tratamento por longo período e por não auxiliar na melhora da força. Além do tratamento médico, o tratamento fisioterapêutico deve ser intituído já na fase inicial do atendimento.

E EXISTE CIRURUGIA PARA A EPICONDILITE ?

Sim. A indicação da cirurgia começa a ser considerada se o paciente não tem melhora com pelo menos 3 meses de tratamento. Todavia, este tempo pode ser muito maior, e na prática indicamos a cirurgia somente após termos investido ( médico e paciente ) exaustivamente na recuperação, e não tendo sido obtida melhora significativa. Classicamente, e até muito pouco tempo atrás, a cirurgia era feita da forma convencional, com uma incisão (corte) de +/- 4 cm, quando era feita a limpeza de todo o tecido degenerado em cima do epicôndilo. Todavia, atualmente a cirurgia pode ser feita por vídeo ( artroscopia) – através de duas incisões mínimas ( 4 mm ), coloca-se uma câmera de vídeo dentro da articulação e limpa-se o tecido degenerado, de dentro para fora. Com esta cirurgia, além da melhora importante em relação à estética, a recuperação é menos dolorosa e mais tranqüila.

EXISTE ALGUM MODO DE PREVENIRMOS O PROBLEMA ?

A melhor forma de se prevenir a epicondilite lateral, principalmente em atletas amadores, é a mudança da técnica dos fundamentos do esporte – principalmente o golpe de esquerda (backhand), que envolve a contração excêntrica dos extensores do punho, pois é nesses atletas que o problema tem maior incidência. Um outro fator importante na prevenção da epicondilite lateral está no uso da raquete ideal, devendo esta ser mais maleável e com uma cabeça maior. A tensão da corda usada na raquete (no caso do tênis) não deve ser maior do que 60 libras, pois quanto maior a tensão usada na raquete, maior será a vibração transferida para o cotovelo, provocando microfissuras no tendão do extensor radial curto do carpo ( músculo mais envolvido ), causando a epicondilite lateral. Outro detalhe importante para todos os esportes de raquete está na empunhadura (grip), pois existem tamanhos diferentes, e o atleta deve escolher o tamanho mais confortável para seu uso. O brace (imobilizador) pode ser utilizado como um acessório preventivo da epicondilite lateral, mas devemos lembrar que, se o atleta não tiver uma técnica correta dos fundamentos, o imobilizador pode mascarar os sinais e sintomas agravando a lesão.

Joelho: Lesão do ligamento cruzado anterior

O Joelho é uma articulação de exigências extremas na prática esportiva e deve associar dois paradoxos: ser estável o suficiente para suportar peso e ter liberdade de movimento absoluta para poder transmitir a energia cinética do movimento. Por este motivo, é uma articulação extremamente sucetível ao trauma e, até mesmo movimentos aparentemente inofensívos podem lesar suas estruturas e comprometer a performance do esportista.
As taxas de incidência de lesões ao joelho vêm crescendo anualmente. Isto se deve, provavavelmente à maior participação nos esportes de todos as faixas etárias. Nos EUA, estima-se que hajam, anualmente, 90.000 lesões agudas do ligamento cruzado anterior.

Exemplo clássico do entorse do joelho durante partida de futebol. O pé do jogador está preso ao do adversário e o joelho flexionado está sendo submetido a uma rotação interna forçada da tíbia sobre o fêmur.

Exemplo clássico do entorse do joelho durante partida de futebol. O pé do jogador está preso ao do adversário e o joelho flexionado está sendo submetido a uma rotação interna forçada da tíbia sobre o fêmur.

O entorse é, disparadamente o movimento que mais lesa estruturas intrínsecas do joelho. No futebol, esporte muito popular no Brasil, o trauma ocorre com o pé fixo ao solo, ou preso à perna do adversário, ocorrendo rotação anormal interna ou externa do fêmur em relação à tíbia. Os ligamentos e meniscos, neste momento, submetidos as estresses tênseis acima do suportado, desencadeam um arco reflexo medular com contratura dos músculos anterior (quadríceps)e posterior (isquiotibiais) da coxa, na tentativa de proteger a articulação. Quando a energia do trauma é superior a este mecanismo de defesa, há deformação e ruptura das estrutas envolvidas. O resultado são as distenções musculares, estiramentos e rupturas ligamentares e meniscais. Entorses com o indivíduo agachado e que rotaciona o joelho de maneira anormal também podem lesar e, estatisticamente, estão mais ligados a lesões dos meniscos. Ocorre, por exemplo, quando um escalador move o joelho de maneira anormal e súbita para subir uma rocha.
Outros mecanismo de lesão é a desaceleração súbita, classicamente, quando o indivíduo chuta o ar ao invés da bola,ou o adversário, no caso de lutas. Esta é a forma mais comum de lesão isolada ao ligamento cruzado anterior.
Via de regra, havendo lesão, há dor e contratura muscular e, muitas vezes, ela é maior em rupturas parciais de ligamentos, pois há maior ativação de receptores de dor presente dentro das estruturas envolvidas. Quando há inchaço instantâneo, há em 80 a 90% dos casos, ruptura do ligamento cruzado anterior, associada ou não a lesão de outras estruturas e, este se deve ao sangramento dentro da articulação, denominado, na linguagem médica de hematose.

a seta mostra o ligamento cruzado anterior do joelho visto de frente

A seta mostra o ligamento cruzado anterior do joelho visto de frente

Um pouco de anatomia
Mas, afinal, o que vêm a ser o ligamento cruzado anterior, meniscos, cartilagem?
Para que servem?
Observando-se um esquema anatômico simples do joelho, nota-se uma estrutura que parte detrás de uma proeminencia ossea do fêmur, chamada de condilo femoral e se insere na parte anterior da tibia, entre as fixações dos meniscos. É o ligamento cruzado anterior, estrutura responsável por “segurar” a tíbia e evitar o movimento de translação dela sob o fêmur e por emitir informações sensoriais ao centro do movimento ao cérebro para que a pessoa tenha a sensação do movimento e tenha melhor coordenação motora. A isto se chama propriocepção.
Então,o ligamento cruzado anterior, além de simples estabilizador mecânico também é responsável pela coordenação motora? Sim, e o restabelecimento da mesma é muito importante no tratamento de suas lesões.A cartilagem é o “revestimento” em torno da extremidade do osso. Serve para a distrubuição mais uniforme do peso e tem altíssima capacidade de deformação. É, portaneto, estrutura de suma importância na dissipação de energia.
Os meniscos são uma especie de “amortecedores”, localizados entre o fêmur e a tíbia e são divididos em 3 partes (cornos): anterior, médio e posterior. São também responsáveis por estabilizar o joelho, aumentam a congruência entre seus ossos, absorvem o impacto e também auxiliam na propriocepção.

o planalto da tíbia visto de cima e os meniscos em formato de "c".

O planalto da tíbia visto de cima e os meniscos em formato de “c”.

Quando um joelho sofreu lesão ao ligamento cruzado anterior podendo ela ter sido total (ruptura) ou parcial (alongamento), denominamos em linguagem médica de “joelho LCA-deficiente”, ou seja, será uma articulação que experimentará instabilidade pela ausência ou insuficiência do ligamento cruzado anterior e passará por alterações do equilíbrio neuro-motor (proprioceptivas) na tentativa de restabelecer o equilíbrio neuro-muscular comprometido na lesão. Em outras palavras: tanto o joelho, como outras articulações adjacentes terão que funcionar de maneira diferente a níveis pré-lesionais a fim de se evitar sintomas. Por isso, é comum encontrar pessoas que alteraram o seu padrão de marcha e, mesmo após uma cirurgia de reconstrução de ligamento cruzado anterior, continuam mancando, ou pisando de maneira errônea, desencadeando outros sintomas, como dores nos pés, nos quadris e nas costas.
A principal queixa de quem possui um “joelho LCA-deficiente” é o falseio, ou sensação de que o “joelho saiu e voltou ao lugar”, que pode ocorrer tanto em atividades da vida diária, como descer escadas, subir em um ônibus, correr e trotar, quanto em atividades esportivas recreativas ou profissionais. A dor, quando presente, está ligada a lesão de outros ligamentos, como por exemplo o ligamento colateral medial, meniscos e lesões na cartilagem articular, discutidos em outro tópico.
Estudos recentes de biomecânica indicam que esta sensação de falseio se dá em até 30 graus de flexão do joelho, justamente a angulação usada no momento do drible e da mudança brusca de direção em esportes como o futebol, vôlei e tenis. Um “joelho LCA-deficiente” é, portanto, incompatível para estes tipos de atividades.
Mas, uma vez que haja insuficiência do ligamento cruzado anterior, qual a chance de se desenvolver o falseio no joelho?
Noyes, um respeitado autor norte-americano desenvolveu a regra dos terços: Após a lesão ao ligamento cruzado anterior, 1/3 das pessoas terão instabilidade imediata, 1/3 terão de maneira tardia e somente 1/3 não desenvolverá instabilidade.
joelho-lesao-ligamento-cruzado-anterior-004De uma maneira geral, desenvolvendo-se ou não falseio, o “joelho LCA-deficiente” terá progressivamente melhoria do inchaço, e apresentará invariavelmente algum grau de atrofia da musculatura da coxa. Isto se deve, tanto ao desuso, quanto à perda do arco reflexo muscular do ligamento cruzado anterior, também chamado de reflexo de Leriche. Esta atrofia, que é muito variável entre os indivíduos será o grande desafio durante a reabilitação e o que, muitas vezes faz com que a recuperação e o retorno ao esporte seja mais lento que o programado após uma cirurgia de reconstrução de ligamento cruzado anterior.

Pelo fato do LCA nao cicatrizar, é de comum acordo entre a maioria dos autores no mundo de que tanto uma lesão total, quanto parcial, em pacientes ativos e que tenham queixas de falseio, que o individuo deve ser submetido a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior para que possa restabelecer a estabilidade e função.

Unha Encravada do Atleta – Como Dói…

O que é?
Onicocriptose, ou unha encravada, é uma condição dolorosa em que a pele do lado da unha cresce ao longo da borda da unha , ou quando parte da unha cresce na pele.

Quais são os sinais e sintomas?
Dor na área lateral da unha, geralmente no dedão do pé ( hálux ). A unha pode aparecer de forma irregular e menor do que o normal, como se estivesse partida ou como se parte(s) dela estivesse enterrada sob a pele nas bordas e / ou ponta do dedo.
Dor e sensibilidade na área pode começar como uma pequena irritação e progredir para o ponto onde usar certos sapatos torna-se desconfortável ou mesmo intolerável.
Em alguns casos, o dedo do pé pode apresentar edema excessivo , tem uma vermelhidão a ao redor da área , ou sentir quente ao toque. Neste caso, pode estar infeccionado e a área precisa de atenção médica profissional.

Atletas:
Se você é um corredor, pode achar que a dor de uma unha encravada proíbe você de desfrutar sua corrida e treino. Em muitos casos, meias apertadas ou sapatos com biqueira e caixas anteriores estreitas podem agravar o desconforto. Unhas encravadas podem ocorrer em qualquer idade e sexo.

Unhas encravadas podem não ser uma doença grave, mas são irritantes, dolorosas e problemáticas. Se você é um atleta ou uma pessoa cujo eposrte envolve ficar em pé, andando ou correndo, o problema pode marginalizar você por um tempo, se não for dado o tratamento adequado e rápido.

O que provoca ?
A causa mais comum de unhas encravadas é cortar as unhas dos pés de forma incorreta , de modo que elas crescem em um ângulo agudo contra a pele . Ao longo do tempo, a unha vai perfurá-la, fazendo com que a dor esteja sempre associada com a condição.
Certos tipos de pé ou tipos de pisada pode ter uma tendência maior a encravar a unha, em alguns casos o problema é a unha que é demasiadamente grande para o dedo do pé . Em outros casos , os pacientes tem deformidades nos dedos como na artrite por exemplo. Finalmente, trauma no dedo do pé pode dirigir pedaços de unha na pele e “treinar” a crescer dessa maneira.

Em qualquer caso, o problema pode piorar sem tratamento . O ambiente da maioria dos sapatos (com pouca ventilação ou desconfortáveis) acrescenta bactérias para o meio ambiente. Adicione esses microorganismos para um dedo do pé já ferido, em uma área escura quente e úmida onde o ar não circula , e você tem uma receita de livro para a infecção!

Como tratar?
IMPORTANTE: Se você tem diabetes, você deve consultar o seu médico ao primeiro sinal de problemas com seus pés ou dedos dos pés, não importa quão pequeno você pode pensar que eles são. As seguintes precauções e medidas podem ser recomendados por seu médico:

Em muitos casos em que a infecção não estiver presente, o paciente pode primeiro limpar o pé cuidadosamente com água e sabão, em seguida, mergulhe-o em um banho de água salgada quente, isso ajuda a fazer um contraste e aliviar as dores.

Seca-se o pé cuidadosamente e aplica um anti-séptico suave para a zona. Enfaixe o dedo cuidadosamente (e não muito apertado) Este passo deve ser repetido pelo menos três vezes por dia. Existem vários remédios que ajudarão endurecer a pele e reduzir o tecido mole ao longo da borda da unha de modo que ela cresça normalmente . Há também ataduras comerciais especiais que irão amortecer a área e manter a unha evitando ser conduzida ao crescimento para dentro.

Se não responder a esse tratamento, ou se está suspeitando de infecção, é essencial que você confirmar suas suspeitas através da consulta com um médico. Outras condições têm sintomas semelhantes, e um profissional pode dizer a diferença. Uma vez que o diagnóstico é obtido, é essencial para iniciar o tratamento imediatamente .

Em alguns casos, o médico pode cortar ou remover a unha infectada com um pequeno procedimento cirúrgico no consultório no qual uma porção da unha encravada ou crescimento excessivo da pele é removida, e a área de tratamento para a infecção. Em muitos casos, o problema irá responder facilmente a este tratamento, e o paciente não terá uma recorrência.

Alguns pacientes, no entanto, que apresentam dores crônicas ou unhas deformadas encravadas a longo tempo faz –se necessário procedimento cirúrgico , onde o médico vai reformar a unha de modo a que seja mais estreito e menor probabilidade de crescer na pele-cantoplastia.

Como prevenir?
A melhor maneira de evitar uma unha encravada é o método mais simples de todos : manter suas unhas aparadas em linha reta . Regularmente usando cortadores projetados especificamente para esse fim. Não corte os lados das unhas. Se você ver o início de uma unha encravada , cortar em frente e siga as medidas conservadoras acima. Nunca puxe a unha , ao longo do tempo , ela cria um caminho Além disso, fazer todo o possível para proteger seus pés de traumas, e usar sapatos com espaço suficiente no antepé.

Examine seus pés regularmente. Observe qualquer vermelhidão, inchaço ou descoloração. Flexione os dedos dos pés e verificar se há alguma dor ao caminhar, correr ou até mesmo em pé . Se houver alguma , fazer uma verificação rápida de seus dedos do pé, com especial atenção para a aparência das unhas e da pele ao seu redor. E bons treinos!

Esporão do Calcâneo – Osteofito Plantar

O que é esse ossinho que incomoda tanto?

A dor no calcanhar é um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atleta. Ela pode ter várias causas, sendo uma das mais freqüentes a Fasceíte plantar, que nada mais é que a inflamação da fáscia plantar e o esporão do calcaneo.

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Fonte: arquivo pessoal

A fáscia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos ela ajuda a manter o arco plantar.
Já o esporão do calcâneo pode fazer parte do quadro de fasciíte plantar mas se caracteriza principalmente por um crescimento ósseo no calcâneo( osteofito), o qual localiza-se adjacente a fáscia plantar e é causado pela tração dos músculos flexores curtos dos dedos.
Sabemos hoje que a presença ou ausência do esporão, bem como seu tamanho não é a causa da dor nos corredores. Cerca de metade das pessoas com fasciíte tem esporão do calcanhar e mais ou menos 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão nesse caso, ocorre devido a processos degenerativos.

Sinais e sintomas – O paciente com fasciíte apresenta dor na parte posterior que irradia para a planta do pé, o eposrão a dor é localizada no calcanhar. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos ao levantar-se da cama pela manhã, pois os pés permanecem em flexão plantar e relaxados durante toda à noite, além disso, atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.

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Fonte: arquivo pessoal

No caso do esporão, algumas vezes o pé adapta-se a esta proeminência e a dor pode até diminuir com o passer do dia ou pratica de esporte. Por outro lado, um esporão indolor pode transformar-se em doloroso em conseqüência de uma pequena lesão, como pode acontecer durante a corrida. Mas a maior causa da dor é devido a essa proeminência óssea ser comprimida contra a parte posterior do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.

Causas e diagnóstico –

– Alterações na formação do arco dos pés (principalmente a acentuação do arco, pé cavo);
– Alterações na marcha (pisada errada)
– Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna.

A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Pode-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação. A ultra-sonografia ou Ressonância magnética são métodos importantes de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.

Tratamento

– Inicialmente é sempre conservador:

– Medicação com antiinflamatórios e analgésicos;

– Fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles;

– Suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas para diminuir o impacto sobre a região

– Perder qualquer peso excessivo;

– Palmilhas com acolchoamento do calcanhar podem minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a dor além de absorção do impacto

– Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem as opções:

– Injeções de corticóide na fáscia plantar;

– Uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fáscia plantar enquanto estamos dormindo;

– Terapia por ondas de choque extracorpórea, produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado. Novo método eletrohidráulico de tratamento que é menos invasivo.

A cirurgia fica reservada para os pacientes que não respondem a essas medidas citadas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão ou a fasciectomia quando a dor constante dificultar a marcha e na falha do tratamento conservador.

Osteoartrite do Tornozelo

Masculino, 50 anos, dor no tornozelo

A definição do Colégio Americano de Reumatologia (ACR), de artrose compreende “um grupo heterogêneo de condições que levam a sintomas e sinais articulares que estão associados a defeitos da integridade da cartilagem articular, além de modificações no osso subjacente e nas margens articulares”. Os termos osteoartrose (OA) ou osteoartrite são empregados como sinônimos de artrose.
A osteoartrose pode acometer uma única ou diversas áreas articulares, envolvendo mais comumente articulações que suportam peso nos membros inferiores, ( como o tornozelo e pé) e certas articulações das mãos e as colunas cervical e lombar.
Embora haja grande variação nos resultados dos estudos epidemiológicos, dependendo do critério utilizado na definição da doença – histopatológico, radiográfico ou clínico –, a osteoartrose é, sem dúvida, a doença articular mais prevalente em todo o mundo.
Histopatologicamente, descreve-se a presença de lesão na cartilagem articular desde a adolescência, podendo atingir 90% dos indivíduos aos 45 anos. Radiograficamente, considerando-se todas as articulações, a osteoartrose acomete cerca de 60% dos homens e 70% das mulheres após os 65 anos, sendo que, após os 85 anos essa cifra atinge 100%.( vide imagem 1)

Imagem 1- RX do Tornozelo do paciente em questão o qual referia dor no tornozelo a 1 ano.

Imagem 1- RX do Tornozelo do paciente em questão o qual referia dor no tornozelo a 1 ano.

Clinicamente, embora os dados sejam controversos, 10 a 30% dos indivíduos acima de 60 anos têm sintomas compatíveis com a doença. Neste caso o incio dos sintomas deveu-se a microtraumas repetitivos durante o futebol.Diversas séries recentes apontam para um aumento na prevalência da osteoartrose, fator possivelmente relacionado ao envelhecimento da população.
Trata-se de uma causa frequente de dor, limitação funcional e incapacidade na população, ocasionando considerável perda da qualidade de vida do indivíduo acometido. Seu impacto socioeconômico é mundialmente significante, já que é uma das mais importantes causas de absenteísmo ao trabalho, além de gerar altos custos com tratamentos cirúrgicos, nas formas avançadas.
Recentemente, houve diversos avanços na compreensão da fisiopatogenia e no tratamento da osteoartrose. A doença deixou de ser considerada uma condição meramente degenerativa, passando a ser encarada como um estado de insuficiência osteocartilaginosa, no qual há intensa atividade metabólica da cartilagem. O tratamento passou a incluir além das terapias não farmacológicas e do uso de analgésicos e anti-inflamatórios, como no caso tratado em questão, novas abordagens, como as drogas condroprotetoras ou potencialmente modificadoras da doença osteoartrósica (DMOAD) e a viscossuplementação.
Frente a um paciente com o diagnóstico de osteoartrose, o médico deve estabelecer um programa terapêutico individualizado e multidisciplinar, objetivando reduzir os sintomas, melhorar a função e limitar incapacidades. Figura 1.

Figura 1- Principais fatores envolvidos na etiologia da osteoartrose

Figura 1- Principais fatores envolvidos na etiologia da osteoartrose

Atividades que envolvem esforço físico, sobrecarga articular e prática competitiva esportiva como no caso em questão, associam-se a uma maior ocorrência de osteoartrose devido a atividades de alta intensidade, com impacto articular direto com outros indivíduos, superfície ou equipamento, como ocorre com os jogadores de futebol e maratonistas, os quais são atividades de maior risco.
A atrofia do da musculatura adjacente a articulação acometida observada em pacientes com osteoartrose tanto pode ser fator de risco como consequência do dano estrutural articular.
Quanto à patologia, a osteoartrose é definida como a perda gradual da cartilagem articular, associada a afilamento do osso subcondral, formação de osteófitos (protrusões osteocartilaginosas) nas margens articulares e inflamação sinovial crônica, leve e inespecífica. No estágio mais avançado, a cartilagem osteoartrósica surgem alterações ósseas e cartilaginosas, com lesões capsulares e sinoviais. O resultado final, macroscopicamente, é a redução do espaço articular, formação de osteófitos marginais e esclerose do osso subcondral. As fases histopatológicas observadas são: ocorrência de edema e microfraturas (fase 1), que evoluem para fissuras (fase 2) e erosões (fase 3).
Vide Imagem 2

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Imagem 2- RM do Tornozelo do paciente evidenciando o grau avançado de erosões no tálus, osteofitoses e redução do espaço articular

Os principais sintomas da osteoartrose são dor, rigidez matinal de curta duração, limitação de movimento e, nas formas mais graves, instabilidade da articulação acometida.
A dor é o principal sintoma da osteoartrose, tendo padrão mecânico – desencadeada pelo uso da articulação e melhorada com o repouso. Esse padrão, diferente do observado nas doenças articulares inflamatórias (dor que piora com o repouso e melhora com o movimento), ajuda no diagnóstico diferencial com outras condições, por exemplo, a artrite reumatoide. Como inflamação sinovial aguda ou subaguda pode ocorrer na osteoartrose, características de dor inflamatória eventualmente podem ser observadas.
Não há correlação estrita entre os sintomas articulares e o grau de alterações patológicas ou radiográficas. Apenas 30% dos pacientes com evidência radiográfica de osteoartrose queixam-se de dor nas articulações acometidas.
Os AINH são amplamente utilizados para reduzir a dor e a inflamação, bem como melhorar a função em pacientes com osteoartrose. Há uma ampla variedade de drogas disponíveis, sendo variáveis suas habilidades de inibir a cicloxigenase (COX), enzima que catalisa a síntese de endoperóxidos cíclicos do ácido aracdônico a prostaglandinas (PG). Alguns anti-inflamatórios são potentes inibidores da síntese de PG, enquanto outros afetam de maneira mais proeminente eventos biológicos não mediados pelas PG.Frente a esse quadro o uso de aintiinflamatorio 1x/dia auxiliou na sua recuperação e melhorou sua qualidade de vida.

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Dor na sola do antepé – cuidado: pode ser a Metatarsalgia!

metatarsalgia-taktos-001O nome é estranho mas significa literalmente ” dor metatarso ” . Se você tem essa condição você pode sentir como se houvesse uma bola ou meia dobrada no seu antepé, incomodando e fazendo volume ao andar.

Fonte: http://www.pelight.com.br/Doencas/Metatarsalgia.html

 

Isso é diferente do Neuroma de Morton ( já discutido anteriormente, onde a dor é entre os ossos metatarsos e diferente de uma fratura por estresse , onde a dor geralmente é ligeiramente atrás da cabeça desses metatarsos) Mas o que chamamos de metatarsalgia é qualquer dor que ocorre na região dos metatarsos e de uma forma genérica inclui esses diagnósticos diferenciais assim como as dores no hálux como o joanete, artrose e sesamoidite, todos já discutidos no globo.com.

Há vários nervos nessa região do pé por isso, se isso se torna dolorosa e pode realmente machucar com o uso inadequado de calçados e treinos em superfícies muito rígidas como no asfalto.
A dor é de irritação geral das articulações e tendões perto do coxim anterior do antepé onde geralmente que usa salto ou corre no antepé faz calos . Habitualmente o atleta pode continuar treinando, mas diminui a quilometragem ou termina mancando devido a inflamação .

Fonte: http://eastpennfoot.wordpress.com/2012/11/29/how-your-ankle-works-a-quick-anatomy-lesson-on-a-very-complex-joint/nerves-of-foot-and-ankle-2/

 

metatarsalgia-taktos-002Tratamentos:
Princípios
1- Uma pequena almofada metatarsal arredondada pode ser colocada atrás da área dolorida para amortecer a pressão (pad para metatarso ) . A almofada suporta o arco transversos e a redução do coxim gorduroso plantar. O que acontece com muitas pessoas que sobrecarregam essa região.
2- Palmilha sob medida podem acomodar o pé como um todo e reduzir a tensão sobre os metatarsos; geralmente é utilizado um piloto antes da região dolorida
3- Fisioterapia motora e gentilmente esticar cada dedo do pé para cima e para baixo pode realmente ajudar – flexionar e estender cada dedo do pé com a mão segurando a região por 5 segundos e repetir 5 vezes ajuda a alongar e mobilizar a articulação.
4- Alongar os músculos da panturrilha irá diminuir a pressão na parte da frente de seu pé durante a caminhada e corrida. Você precisa alongar todos os grupos musculares para obter melhores resultados e realizar menos duas vezes por dia com os joelhos fletidos e esticados.
5- Fortalecimento e treino de equilíbrio são muitas vezes a parte negligenciada do tratamento de metatarsalgia em corredores . Fortalecendo os músculos do pé e da panturrilha restaura no corpo a habilidade natural de manter o seu arco e reduz a pressão sobre o seu pé durante a corrida .
6- Treinamento do equilíbrio é a aplicação funcional do treinamento de força. Finalizando com a correção da sua pisada o que chamamos de gesto esportivo correto, veja com seu técnico as series indicadas para você.
7- Massageie os músculos profundos dos seus pés e perna inclusive seus ossos metatarsais. Uma garrafa gelada ajuda fazendo movimentos de ir e vir com os pés
8- Finalmente andar descalso na areia ou na grama durante 1-3 minutos uma vez por dia também ajuda a trabalhar os músculos profundos e tendões do seu pé.

Se a dor persistir , procure seu médico para fazer exames complementares e eventualmente iniciar o uso de medicamentos