Cardiologista em SP: confira oito dicas para manter o coração saudável

Sedentarismo, alimentação inadequada, passar o dia inteiro sentado: são muitos os hábitos que prejudicam a saúde do coração, órgão vital para o bom funcionamento de todo nosso corpo.  Reunimos dez dicas para quem quer e precisa manter a saúde do coração em dia. Confira!

Exercite-se: os exercícios físicos, principalmente os aeróbicos como caminhar, correr ou nadar são excelentes para melhorar nosso condicionamento físico e, consequentemente, fortalecer o coração. São indicados ao menos 40 minutos de atividade física até quatro vezes por semana. Mas se apresenta alguma condição ou histórico familiar, consulte o cardiologista antes de iniciar essas atividades.

Dê adeus ao Sal: além do sal que utilizamos na cozinha, ele também está presente em altos níveis nos alimentos industrializados. O sal em excesso no sangue favorece o aumento da pressão arterial, o que prejudica o coração.

Controle a Pressão: além de controlar o sal, deve-se ficar de olho na pressão  arterial. Hipertensos precisam de medicação para o controle da pressão e também adequar fatores de risco – como alimentação e sedentarismo – que colaboram para um quadro de pressão alta.

Fique de olho na balança: o controle de peso, através de alimentação balanceada e exercícios físicos, mantém seu coração saudável. Se você está acima do peso, precisa consultar o médico.

Tabagismo: fumar prejudica o coração e pode desencadear o câncer no pulmão, pele e boca. O consumo de derivados do tabaco pode causar quase 50 doenças diferentes.

Colesterol: o colesterol ruim pode provocar uma obstrução nas veias e prejudicar ou fazer com que seu coração pare de funcionar. Faça exames periódicos para o médico avaliar seus níveis de colesterol.

Glicose/Glicemia – a alta concentração de glicose no sangue pode dificultar sua absorção, fazendo com que o organismo não consiga metabolizar esse açúcar totalmente, causando doenças como o Diabetes.

Faça um Check-up – ao menos uma vez no ano, procure o cardiologista e faça um check-up.  O procedimento permite avaliar o funcionamento do coração e também por meio de exames laboratoriais, o médico pode verificar todas suas taxas – glicose, colesterol, entre outras, o que permite tratar precocemente ou enviar doenças.

Geriatra em São Paulo: 5 dicas para ter uma vida mais saudável

Nós estamos vivendo mais, segundo os órgãos internacionais de saúde, e a longevidade já é uma realidade. No entanto, a vida moderna tem deixado muitas pessoas sedentárias e os maus hábitos alimentares tem aumentado a obesidade.

Viver bem, adotando hábitos saudáveis e tendo acompanhamento médico ao menos uma vez por ano para realização de um check-up é fundamental para chegarmos a terceira idade o mais saudável possível. Uma das formas de fazer isso, é ter consultas com a geriatra desde cedo.

Por também ser generalista, esse profissional da saúde poderá ajudar na prevenção e no tratamento precoce de doenças. Veja cinco hábitos que garantem uma vida e envelhecimento mais saudável.

1 – Hidrate-se: beber água é muito importante, pois ela é fundamental para o funcionamento do nosso organismo, principalmente, dos rins que ajuda nosso corpo a eliminar toxinas e impurezas através da urina. A água ainda nutre nossas células e músculos.
Ocorre que muita gente acaba esquecendo de consumir água no dia a dia. O recomendado, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), precisamos consumir em média 2 litros de água por dia.

2 – Alimentação Equilibrada: é importante comer bem e isso significa ter uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes para o nosso corpo. Uma alimentação ideal deve ser rica em carboidratos, proteínas, fibras e vitaminas. Deve-se evitar o consumo excessivo de doces e sódio, que levam ao desenvolvimento de doenças como pressão alta e diabetes.

3 – Exercite-se: praticar exercícios regularmente, independente, da idade também faz muito bem a saúde. Os exercícios fortalecem nossos músculos, ossos e ainda melhoram as defesas do nosso organismo. Muito importante que eles ocorram com o acompanhamento profissional adequado para evitar lesões.

4 – Evite o estresse: o dia a dia, principalmente nos grandes centros, pode ser atribulado e somado a isso problemas pessoais e financeiros podem levar as pessoas a uma condição de stress constante: o resultado são quadros de ansiedade e depressão, entre outras condições, que prejudicam a qualidade de vida e o processo de envelhecimento. Então, o ideal é evitar e se cuidar quando se ver em situações de stress. Caso resulte em problemas, psicológicos, sempre importante procurar ajuda médica.

5 – Faça um check-up: sabe o médico que conhece seus filhos desde crianças que sempre vemos nos filmes? O acompanhamento médico durante toda sua vida é a principal arma que temos para prevenirmos e tratarmos doenças precocemente. O ideal é que cada indivíduo faça um check-up (consulta médica e bateria de exames) ao menos uma vez ao ano. Isso ajuda a detectar doenças precocemente e também a preveni-las.

Veja os benefícios dos exercícios físicos

Praticar exercícios físicos é uma recomendação médica muito importante porque ao praticar esportes o indivíduo não só fortalece e desenvolve a musculatura como também o seu sistema imunológico.

Os exercícios associados a uma dieta equilibrada também trazem inúmeros benefícios a saúde, sendo auxiliares no tratamento de hipertensão e diabetes, além de outras condições. E é justamente aí que entra a medicina esportiva.

Trata-se de uma especialidade que é direcionada tanto para atletas profissionais quanto pessoas comuns que desejam melhorar seu desempenho nos esportes, bem como prevenir e tratar lesões. Vejam alguns dos benefícios das atividades físicas.

Acelera o metabolismo: estudos mostram que praticantes de atividades físicas tem melhor queima de calorias, ou seja, seu corpo passa a metabolizar melhor tudo o que você consome.

Bom para o coração: previne doenças cardiovasculares porque potencializa o transporte de oxigênio, diminui a frequência cardíaca basal e fortalece o coração fazendo que ele bombeie a mesma quantidade de sangue batendo menos.

Controla o Diabetes: um dos gatilhos da diabetes, quando não genética, é a alimentação inadequada e falta de exercícios. A prática de exercícios e a alimentação adequada colabora no tratamento do Diabetes.

Combate a hipertensão: uma das causas da hipertensão é a obesidade e o alto consumo de sódio. Com os exercícios físicos e correção da alimentação é possível controlar a pressão alta.

Combate ao estresse: os exercícios físicos fazem o corpo liberar endorfina, substância natural que bloqueia a sensibilidade à dor e promove a sensação de relaxamento e prazer.

Bom para a autoestima: ajuda a desenvolver a musculatura e a modelar o corpo, tendo impacto na autoestima.

Emagrece: ajuda a emagrecer, quando associada com dieta equilibrada, com acompanhamento médico.

Fortalece ossos e músculos: os exercícios físicos afetam nosso corpo positivamente. Eles fortalecem e aumentam nossa musculatura e ossos, e também nossa resistência física e imunológica.

Melhora o sono: quem pratica exercícios também dorme melhor, o que traz benefícios para nossa concentração e também melhora a disposição no dia a dia.

Cisto Sinovial: o que é e como tratar

É uma bolsa de tecido mole cheia de líquido sinovial (mucina). É o tumor de partes moles mais comum da mão e geralmente está preso a alguma estrutura como cápsula articular, tendão, ligamento ou bainha do tendão. É mais prevalente em mulheres e 70% das vezes ocorre entre os 15 a 40 anos de idade.

Geralmente são únicos e podem acometer todas as articulações sinoviais do corpo. O mais comum é na região dorsal do punho.

Causa

Sua causa ainda não é estabelecida, mas existem teorias que falam em favor de desgaste celular na região da articulação, tendão ou bainha do tendão.

Sintomas

Geralmente o que faz os pacientes procurarem atendimento é a aparência cosmética, dor, fraqueza e a preocupação que seja algo mais grave. Em poucos casos uma história de trauma está presente como causa. Não há correlação com qualquer tipo de atividade ou ocupação.

​Não há nenhum caso descrito de malignização, porém alguns tumores malignos podem ser confundidos com a doença. Eles podem aparecer subitamente ou ir aumentando de tamanho lentamente, e é comum seu aumento e diminuição com o aumento de atividade ou repouso e não é incomum seu desaparecimento espontâneo e seu rompimento com algum trauma.

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico, com uma história detalhada e um exame físico minucioso. Geralmente só isso já basta. A radiografia geralmente não apresenta alterações, porém alterações degenerativas (desgaste) podem estar presentes. A ultrassonografia geralmente identifica a origem e o conteúdo da lesão e oferece um diagnóstico preciso.

Tratamento

O tratamento não cirúrgico inicialmente é sempre considerado devido a pequena complexidade e facilidade de se fazer já na primeira consulta com altas taxas de sucesso. A aspiração do conteúdo e perfurações da parede do cisto com infiltração de um corticóide costumam aliviar muito os sintomas e resolver o problema em até 30% dos pacientes já na primeira vez, porém podem estar associados a reincidências.

​O tratamento cirúrgico pode ser feito da maneira clássica, via aberta, onde é feita uma incisão sobre o cisto que é retirado em sua origem ou através de ressecção via artroscópica na qual uma câmera é colocada através de uma pequena incisão e a ressecção é feita através de outra pequena incisão. Ambos apresentam bons resultados e em estudos recentes a chance de recidiva (retorno do cisto) aparenta ser discretamente menor na via aberta. A recuperação depende muito de cada paciente, mas geralmente são necessários algumas semanas de repouso para atividades esportivas mais intensas.

Pisar de forma errada pode gerar lesões no corpo 

Você já parou para pensar na importância da sua pisada para o desempenho de exercícios de impacto como corrida, saltos ou ainda mesmo na execução de atividades do seu dia a dia como caminhar, subir ou descer escadas?
Se a resposta for não, está na hora de começar a notar essa questão. Isso porque pisar corretamente, evita de sofrermos lesões durante estas atividades. Uma pisada incorreta pode, por exemplo, gerar torções nos tornozelos, no joelho, além de problemas posturais e na coluna, sistemas muito requeridos quando caminhamos e também gerar quedas que podem afetar outras partes do nosso corpo.
Há aquelas pessoas que pisam torto, por uma questão comportamental, mas em boa parte dos casos a pisada errada pode estar relacionada a anomalias do pé ou ao tipo de pisada que cada pessoa tem.
O tipo de pisada que tempos, por exemplo, influi no tipo de tênis que devemos escolher para realizar nossas atividades. Existem três tipos de pisada: neutra, pronada e a supinada.
A pisada neutra é a que consideramos como correta. Ela ocorre quando o pé se apoia uniformemente no chão, ou seja, o arco da planta do pé não faz nenhum desvio rotacional quando pisamos e isso faz com que o impacto do movimento seja absorvido de forma homogênea pelo pé.
A pisada supinada ocorre quando pisamos para fora, projetando a carga corporal para lateral externas dos pés. É muito comum em pessoas que possuem o arco do pé muito acentuado, condição conhecida como pé cavo, que faz com que o apoio se desloque para lateral externa.
A terceira pisada é a pronada e ocorre, geralmente, em pessoas que tem o “pé chato”. Neste caso a pisada ocorre com desvio para parte interna do pé. Costuma ser a mais comum entre a população.
Saúde
É muito importante procurar o ortopedista especializado em pés aos sentir problemas que estão relacionados à sua pisada, principalmente, se nas suas atividades diárias seus pés são muito requeridos.
As condições geradas pelo tipo de pisada associadas ao uso de tênis e sapatos incorretos podem variar de agudas a crônicas, com surgimento de bolhas, calos e lesões ósseas. Além disso, podem ocorrer problemas crônicos como tendinites no tornozelos, canelites, deformidades ósseas, entre outros problemas.

O risco da fratura de quadril em idosos

O aumento da expectativa de vida tem tornado algumas patologias típicas da terceira idade como é o caso da fratura do colo do fêmur (fratura do quadril).

Esse tipo de fratura ocorre, principalmente, em decorrência do enfraquecimento dos ossos, que ficam mais frágeis com a idade e também por conta do surgimento de doenças como a osteoporose.

Isso faz com que idosos sofram fraturas em quedas simples, que em uma pessoa mais jovem não teria a fratura como consequência do impacto sofrido. Ao cair, o idoso sente dor na região do quadril e da coxa e incapacidade para se locomover e mover a perna.

Quando o osso se parte por completo – em duas partes – a perna costuma sofrer uma rotação externa.

O risco de morte em decorrência da fratura do colo de fêmur é muito grande, uma vez que a grande maioria dos casos demandam cirurgia e um longo período de reabilitação, quando pode surgir complicações clinicas como trombose, embolia pulmonar, úlceras na pele, pneumonia e infecções urinárias.

Ao sofrer a queda e haver suspeita de fratura, dor e dificuldade de locomoção, é recomendado levar o paciente para consulta com o ortopedista.

O diagnóstico é feito clinicamente com a análise dos sintomas e também com uma radiografia do quadril. Em alguns casos, quando a radiografia não mostra a fratura claramente, é necessária uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Tratamento

As fraturas no quadril devem ser tratadas com cirurgia, pois a intervenção aumenta as chances de recuperação. O ortopedista vai avaliar o estado clínico do idoso antes de recomendar a cirurgia, mas o indicado é que ela seja realizada nas primeiras 48 horas após a fratura.
A cirurgia envolve a fixação dos ossos com parafusos, pinos ou placas. Em alguns casos, o ortopedista pode optar por remover parte do quadril e substituí-lo por uma prótese.

Após a cirurgia, o paciente é estimulado a andar com muletas e a iniciar sessões de fisioterapia e iniciando o processo de recuperação.

Artroscopia, conheça a técnica que ajuda a tratar lesões nos joelhos

Uma das principais articulações do nosso corpo, o joelho suporta os impactos dos nossos movimentos ao longo do dia – quando caminhamos, sentamos, corremos, praticamos exercícios e até mesmo quando estamos parados. E muitas lesões nessa articulação desafiam a medicina por causa do teor delicado e a complexidade que envolvem as cirurgias articulares.

No entanto, os tratamentos para lesões no joelho estão sendo beneficiados pela artroscopia. A artroscopia é um importante instrumento utilizado durante cirurgias que até os anos 90 eram realizadas de maneira tradicional e aberta como no tratamento do rompimento de meniscos, rotura de ligamentos cruzados anterior e posterior, inflamações e problemas pateares como na condromalácia.

 A vantagem é que a artroscopia permite um diagnóstico mais preciso sobre o que está ocorrendo na articulação, por ser minimamente invasiva, permite uma recuperação mais rápida e retorno precoce ao esporte. É sempre a minha primeira opção cirúrgica para quase todos os procedimentos.

Entenda como funciona

Com o instrumento, o ortopedista pode visualizar o interior da articulação e os seus vários elementos. Em caso de fraturas ou rompimentos de ligamentos, por exemplo, é possível observar se há resíduos, como partículas de tecido e osso quebrado.

É aí que o médico consegue determinar tratamentos contra lesões, realizar procedimentos terapêuticos como a remoção de fragmentos ósseos ou de cartilagem soltos no interior de uma articulação, reconstrução ou reparo de meniscos ou ligamentos, entre outras ações.

Como é realizada

A artroscopia é realizada com pequenas incisões na área do joelho por onde é introduzido o artroscópio que permite visualizar a articulação. Isso é possível porque o artroscópio contém fibra ótica que transmite imagens dos joelhos por meio de uma microcâmera. Com as imagens, o cirurgião ortopedista consegue identificar a lesão e corrigi-la.

A artroscopia ainda pode ajudar a diagnosticar rompimento de meniscos, rotura de ligamentos, inflamações e problemas patelares. A vantagem é que a artroscopia permite um diagnóstico mais preciso sobre o que está ocorrendo na articulação. Geralmente, o ortopedista solicita a artroscopia quando a pessoa apresenta algum edema no joelho, dores, travamento ou falseio.

Recuperação

O procedimento é feito com anestesia raquidiana ou peridural e dura entre 45 minutos a 1 hora. A recuperação varia de acordo com cada caso e pode incluir sessões de fisioterapia e fortalecimento muscular.

Na maioria dos casos, em seis a oito semanas, é possível realizar a maior parte das atividades físicas que está acostumado a fazer, desde que elas não envolvam demasiado impacto.

Tenossivonite Digital Estenosante – Dedo em Gatilho

Dedo em Gatilho é uma tenossinovite estenosante. Doença em que há a formação de um nódulo no tendão flexor do dedo, provocado por um processo inflamatório crônico próximo à base dos dedos.
Sintomas
O tendão ao passar pela polia A1 (estrutura que se assemelha à um passante de cinto) sofre um ressalto (gatilho), provocando dor, travamento e até bloqueio do movimento do dedo. Seu aparecimento é mais comum após os 45 anos de idade, mas crianças e pessoas de todas as idades podem apresentar esta patologia. Geralmente acomete o dedo médio, o anelar, ou o polegar, mas pode afetar qualquer um dos dedos da mão.
Atividades repetitivas, diabetes e doenças reumatológicas estão associadas com a doença.
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico, com uma boa história clínica e um exame minucioso por um especialista. Raramente é necessário outro tipo de exame, porém a ultrassonografia é comumente solicitada para diagnósticos diferenciais.
Tratamento
Para os casos com sintomas leves a moderados, o tratamento não cirúrgico pode ser indicado, com repouso, auxílio medicamentoso, uso de talas e a fisioterapia apresentando resultados satisfatórios. Para os casos mais sintomáticos e os casos leves e moderados que não respondem ao tratamento não cirúrgico inicial, a infiltração com corticoides, procedimento ambulatorial simples, traz um alívio já na primeira aplicação em até 80% dos casos, podendo ser necessária uma segunda aplicação.
O tratamento cirúrgico é indicado para os casos graves com travamento constante e para os demais casos em que não houve resposta ao tratamento não cirúrgico. Ele consiste na liberação cirúrgica da polia A1 da mão, que pode ser feita através de 2 técnicas: a aberta (via clássica) e a percutânea. Procure discutir com seu médico as opções de tratamento. Ambas são feitas em ambiente cirúrgico, com anestesia local e uma sedação leve, em regime de hospital dia, ou seja, não é necessário dormir no hospital. A taxa de sucesso para ambas gira em torno de 95%, com índice de complicações muito baixo: 2%.

 

Alimentação para Recuperar a Energia Após Treinos e Provas Exaustivas

Uma alimentação adequada que inclui escolhas inteligentes também é fundamental no momento pós-exercício para garantir um bom desempenho, pois o que você consome após um treinamento ou competição intensa pode influenciar diretamente a sua recuperação!

Segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte, após a prática esportiva, a dieta deve fornecer quantidade adequada de líquidos, eletrólitos, energia (calorias) e carboidratos para repor o glicogênio muscular e assegurar uma rápida recuperação. Recomenda-se a ingestão de 1-1,5 gramas de carboidratos para cada quilo corporal durante os 30 minutos após o término da atividade e a cada 2 horas durante as 4 primeiras horas, pois é neste momento que as enzimas responsáveis por sintetizar glicogênio estão mais ativas e, rapidamente, substituem as reservas de glicogênio depletadas.

O tipo de carboidrato consumido também influência na síntese de glicogênio pós-exercício ou competição, portanto, o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico propicia uma reposição rápida dos estoques de glicogênio, bem como o melhor transporte de glicose para dentro das células. Nesse sentido, bons exemplos são dextrose, bebidas comerciais contendo carboidratos, e eletrólitos, barra de cereais adoçadas com mel ou com o próprio açúcar da fruta, mel, torradas e pão com geléia, bolo simples sem cobertura, batata assada ou cozida, arroz ou macarrão.

Seguindo a recomendação básica, veja o quanto um indivíduo de 70kg deveria ingerir:

70kg x 1,0 a 1,5g carboidratos/kg

= 70 a 150g de carboidratos

= 280 a 600 calorias

Ex: Arroz e feijão com carne vermelha magra com batatas assadas e legumes

ALIMENTO QUANTIDADE DE CARBOIDRATOS (gramas) MEDIDA CASEIRA
Arroz 29 2 colheres grandes cheias
Feijão 12 1 concha média
Batata inglesa assada 27 1 unidade média
Bife —–
Cenoura cozida 10 2 colheres grandes
TOTAL 78

Não evite as proteínas em sua dieta de recuperação, pois um pouco deste nutriente também pode aumentar a reposição de glicogênio nas horas iniciais após o exercício intenso e é fundamental para síntese proteica (manutenção e ganho de massa muscular). As proteínas, assim como os carboidratos, estimulam a ação da insulina, hormônio que transporta glicose do sangue para os músculos. Boas sugestões de fontes protéicas podem ser: carnes magras, ovo, atum e peito de frango.

Não se esqueça de hidratar-se também após a prática esportiva!!

É bastante comum entre atletas e praticantes de atividade física intensa a queixa de inapetência e falta de tempo para se alimentar no período pós- treino ou competição, mas não ceda aos sintomas e com um pouco de esforço e organização você poderá otimizar a sua recuperação!

Referências Bibliográficas:

Nutrition and Athletic Performance, American College of Sports Medicine, 2009.

Nutrição Esportiva: uma visão prática, 2008.

Guia de Nutrição Esportiva, 1998.

Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2009.

Bem Estar e Saúde Consultoria Nutricional

Tatyana Dall’ Agnol (email: dagnol@terra.com.br)

Mestre em Atividade Física e Saúde (UCB/DF)

Especialista em Nutrição e Metabolismo (UNIFESP/SP) E Nutrição para o Fitness e Alto Rendimento (UNIFOA/RJ)

Alimentação Ideal para Pré e Pós Treinos

A proporção ideal de carboidratos, proteinas, gorduras, vitaminas, minerais, antioxidantes, água e eletrólitos deve ser individualizada e planejada de acordo com o tipo de exercício realizado, bem como levada em consideração a frequência, intensidade e duração dos treinos. Mas como regra geral, o carboidrato é a principal fonte de energia e deve ser consumido antes e após o exercício, associado com uma pequena porção de proteína.

  • Pre treino: prefira carboidrato de baixo indice glicêmico que irá proporcionar uma liberação gradativa de energia. Acrescente uma porção de proteína magra. Ex: batata doce com ovos mexidos; aveia ou quinua em flocos com iogurte com baixo teor de gordura, torrada com pasta de amendoim.
  • Pós-treino: é muito importante consumir logo após os treinosum carboidrato de alto indice glicêmico e uma proteína de alto valor biológico. Ex: iogurte com baixo teor de gordura com granola ou tapioca com ovo mexido ou cozido ou shake de proteína com fruta.

Além dos nutrientes já citados, para evitar fadiga e danos musculares, recomenda-se que praticantes de atividade fisica consumam alimentos ricos em antioxidantes para modular, ou seja, equilibar a quantidade de radicais livres produzidas durante o exercicio. Frutas como melancia, goiaba, laranja, abacaxi, mamão, uva, açaí, damasco, acerola, e ameixa batidas com água de coco e hortaliças verdes devem ser incluidos na diea e podem ser consumidos após a atividade física.

Tatyana Dall’Agnol