Pisar de forma errada pode gerar lesões no corpo 

Você já parou para pensar na importância da sua pisada para o desempenho de exercícios de impacto como corrida, saltos ou ainda mesmo na execução de atividades do seu dia a dia como caminhar, subir ou descer escadas?
Se a resposta for não, está na hora de começar a notar essa questão. Isso porque pisar corretamente, evita de sofrermos lesões durante estas atividades. Uma pisada incorreta pode, por exemplo, gerar torções nos tornozelos, no joelho, além de problemas posturais e na coluna, sistemas muito requeridos quando caminhamos e também gerar quedas que podem afetar outras partes do nosso corpo.
Há aquelas pessoas que pisam torto, por uma questão comportamental, mas em boa parte dos casos a pisada errada pode estar relacionada a anomalias do pé ou ao tipo de pisada que cada pessoa tem.
O tipo de pisada que tempos, por exemplo, influi no tipo de tênis que devemos escolher para realizar nossas atividades. Existem três tipos de pisada: neutra, pronada e a supinada.
A pisada neutra é a que consideramos como correta. Ela ocorre quando o pé se apoia uniformemente no chão, ou seja, o arco da planta do pé não faz nenhum desvio rotacional quando pisamos e isso faz com que o impacto do movimento seja absorvido de forma homogênea pelo pé.
A pisada supinada ocorre quando pisamos para fora, projetando a carga corporal para lateral externas dos pés. É muito comum em pessoas que possuem o arco do pé muito acentuado, condição conhecida como pé cavo, que faz com que o apoio se desloque para lateral externa.
A terceira pisada é a pronada e ocorre, geralmente, em pessoas que tem o “pé chato”. Neste caso a pisada ocorre com desvio para parte interna do pé. Costuma ser a mais comum entre a população.
Saúde
É muito importante procurar o ortopedista especializado em pés aos sentir problemas que estão relacionados à sua pisada, principalmente, se nas suas atividades diárias seus pés são muito requeridos.
As condições geradas pelo tipo de pisada associadas ao uso de tênis e sapatos incorretos podem variar de agudas a crônicas, com surgimento de bolhas, calos e lesões ósseas. Além disso, podem ocorrer problemas crônicos como tendinites no tornozelos, canelites, deformidades ósseas, entre outros problemas.

O risco da fratura de quadril em idosos

O aumento da expectativa de vida tem tornado algumas patologias típicas da terceira idade como é o caso da fratura do colo do fêmur (fratura do quadril).

Esse tipo de fratura ocorre, principalmente, em decorrência do enfraquecimento dos ossos, que ficam mais frágeis com a idade e também por conta do surgimento de doenças como a osteoporose.

Isso faz com que idosos sofram fraturas em quedas simples, que em uma pessoa mais jovem não teria a fratura como consequência do impacto sofrido. Ao cair, o idoso sente dor na região do quadril e da coxa e incapacidade para se locomover e mover a perna.

Quando o osso se parte por completo – em duas partes – a perna costuma sofrer uma rotação externa.

O risco de morte em decorrência da fratura do colo de fêmur é muito grande, uma vez que a grande maioria dos casos demandam cirurgia e um longo período de reabilitação, quando pode surgir complicações clinicas como trombose, embolia pulmonar, úlceras na pele, pneumonia e infecções urinárias.

Ao sofrer a queda e haver suspeita de fratura, dor e dificuldade de locomoção, é recomendado levar o paciente para consulta com o ortopedista.

O diagnóstico é feito clinicamente com a análise dos sintomas e também com uma radiografia do quadril. Em alguns casos, quando a radiografia não mostra a fratura claramente, é necessária uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Tratamento

As fraturas no quadril devem ser tratadas com cirurgia, pois a intervenção aumenta as chances de recuperação. O ortopedista vai avaliar o estado clínico do idoso antes de recomendar a cirurgia, mas o indicado é que ela seja realizada nas primeiras 48 horas após a fratura.
A cirurgia envolve a fixação dos ossos com parafusos, pinos ou placas. Em alguns casos, o ortopedista pode optar por remover parte do quadril e substituí-lo por uma prótese.

Após a cirurgia, o paciente é estimulado a andar com muletas e a iniciar sessões de fisioterapia e iniciando o processo de recuperação.

Artroscopia, conheça a técnica que ajuda a tratar lesões nos joelhos

Uma das principais articulações do nosso corpo, o joelho suporta os impactos dos nossos movimentos ao longo do dia – quando caminhamos, sentamos, corremos, praticamos exercícios e até mesmo quando estamos parados. E muitas lesões nessa articulação desafiam a medicina por causa do teor delicado e a complexidade que envolvem as cirurgias articulares.

No entanto, os tratamentos para lesões no joelho estão sendo beneficiados pela artroscopia. A artroscopia é um importante instrumento utilizado durante cirurgias que até os anos 90 eram realizadas de maneira tradicional e aberta como no tratamento do rompimento de meniscos, rotura de ligamentos cruzados anterior e posterior, inflamações e problemas pateares como na condromalácia.

 A vantagem é que a artroscopia permite um diagnóstico mais preciso sobre o que está ocorrendo na articulação, por ser minimamente invasiva, permite uma recuperação mais rápida e retorno precoce ao esporte. É sempre a minha primeira opção cirúrgica para quase todos os procedimentos.

Entenda como funciona

Com o instrumento, o ortopedista pode visualizar o interior da articulação e os seus vários elementos. Em caso de fraturas ou rompimentos de ligamentos, por exemplo, é possível observar se há resíduos, como partículas de tecido e osso quebrado.

É aí que o médico consegue determinar tratamentos contra lesões, realizar procedimentos terapêuticos como a remoção de fragmentos ósseos ou de cartilagem soltos no interior de uma articulação, reconstrução ou reparo de meniscos ou ligamentos, entre outras ações.

Como é realizada

A artroscopia é realizada com pequenas incisões na área do joelho por onde é introduzido o artroscópio que permite visualizar a articulação. Isso é possível porque o artroscópio contém fibra ótica que transmite imagens dos joelhos por meio de uma microcâmera. Com as imagens, o cirurgião ortopedista consegue identificar a lesão e corrigi-la.

A artroscopia ainda pode ajudar a diagnosticar rompimento de meniscos, rotura de ligamentos, inflamações e problemas patelares. A vantagem é que a artroscopia permite um diagnóstico mais preciso sobre o que está ocorrendo na articulação. Geralmente, o ortopedista solicita a artroscopia quando a pessoa apresenta algum edema no joelho, dores, travamento ou falseio.

Recuperação

O procedimento é feito com anestesia raquidiana ou peridural e dura entre 45 minutos a 1 hora. A recuperação varia de acordo com cada caso e pode incluir sessões de fisioterapia e fortalecimento muscular.

Na maioria dos casos, em seis a oito semanas, é possível realizar a maior parte das atividades físicas que está acostumado a fazer, desde que elas não envolvam demasiado impacto.

Tenossivonite Digital Estenosante – Dedo em Gatilho

Dedo em Gatilho é uma tenossinovite estenosante. Doença em que há a formação de um nódulo no tendão flexor do dedo, provocado por um processo inflamatório crônico próximo à base dos dedos.
Sintomas
O tendão ao passar pela polia A1 (estrutura que se assemelha à um passante de cinto) sofre um ressalto (gatilho), provocando dor, travamento e até bloqueio do movimento do dedo. Seu aparecimento é mais comum após os 45 anos de idade, mas crianças e pessoas de todas as idades podem apresentar esta patologia. Geralmente acomete o dedo médio, o anelar, ou o polegar, mas pode afetar qualquer um dos dedos da mão.
Atividades repetitivas, diabetes e doenças reumatológicas estão associadas com a doença.
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico, com uma boa história clínica e um exame minucioso por um especialista. Raramente é necessário outro tipo de exame, porém a ultrassonografia é comumente solicitada para diagnósticos diferenciais.
Tratamento
Para os casos com sintomas leves a moderados, o tratamento não cirúrgico pode ser indicado, com repouso, auxílio medicamentoso, uso de talas e a fisioterapia apresentando resultados satisfatórios. Para os casos mais sintomáticos e os casos leves e moderados que não respondem ao tratamento não cirúrgico inicial, a infiltração com corticoides, procedimento ambulatorial simples, traz um alívio já na primeira aplicação em até 80% dos casos, podendo ser necessária uma segunda aplicação.
O tratamento cirúrgico é indicado para os casos graves com travamento constante e para os demais casos em que não houve resposta ao tratamento não cirúrgico. Ele consiste na liberação cirúrgica da polia A1 da mão, que pode ser feita através de 2 técnicas: a aberta (via clássica) e a percutânea. Procure discutir com seu médico as opções de tratamento. Ambas são feitas em ambiente cirúrgico, com anestesia local e uma sedação leve, em regime de hospital dia, ou seja, não é necessário dormir no hospital. A taxa de sucesso para ambas gira em torno de 95%, com índice de complicações muito baixo: 2%.

 

Alimentação para Recuperar a Energia Após Treinos e Provas Exaustivas

Uma alimentação adequada que inclui escolhas inteligentes também é fundamental no momento pós-exercício para garantir um bom desempenho, pois o que você consome após um treinamento ou competição intensa pode influenciar diretamente a sua recuperação!

Segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte, após a prática esportiva, a dieta deve fornecer quantidade adequada de líquidos, eletrólitos, energia (calorias) e carboidratos para repor o glicogênio muscular e assegurar uma rápida recuperação. Recomenda-se a ingestão de 1-1,5 gramas de carboidratos para cada quilo corporal durante os 30 minutos após o término da atividade e a cada 2 horas durante as 4 primeiras horas, pois é neste momento que as enzimas responsáveis por sintetizar glicogênio estão mais ativas e, rapidamente, substituem as reservas de glicogênio depletadas.

O tipo de carboidrato consumido também influência na síntese de glicogênio pós-exercício ou competição, portanto, o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico propicia uma reposição rápida dos estoques de glicogênio, bem como o melhor transporte de glicose para dentro das células. Nesse sentido, bons exemplos são dextrose, bebidas comerciais contendo carboidratos, e eletrólitos, barra de cereais adoçadas com mel ou com o próprio açúcar da fruta, mel, torradas e pão com geléia, bolo simples sem cobertura, batata assada ou cozida, arroz ou macarrão.

Seguindo a recomendação básica, veja o quanto um indivíduo de 70kg deveria ingerir:

70kg x 1,0 a 1,5g carboidratos/kg

= 70 a 150g de carboidratos

= 280 a 600 calorias

Ex: Arroz e feijão com carne vermelha magra com batatas assadas e legumes

ALIMENTO QUANTIDADE DE CARBOIDRATOS (gramas) MEDIDA CASEIRA
Arroz 29 2 colheres grandes cheias
Feijão 12 1 concha média
Batata inglesa assada 27 1 unidade média
Bife —–
Cenoura cozida 10 2 colheres grandes
TOTAL 78

Não evite as proteínas em sua dieta de recuperação, pois um pouco deste nutriente também pode aumentar a reposição de glicogênio nas horas iniciais após o exercício intenso e é fundamental para síntese proteica (manutenção e ganho de massa muscular). As proteínas, assim como os carboidratos, estimulam a ação da insulina, hormônio que transporta glicose do sangue para os músculos. Boas sugestões de fontes protéicas podem ser: carnes magras, ovo, atum e peito de frango.

Não se esqueça de hidratar-se também após a prática esportiva!!

É bastante comum entre atletas e praticantes de atividade física intensa a queixa de inapetência e falta de tempo para se alimentar no período pós- treino ou competição, mas não ceda aos sintomas e com um pouco de esforço e organização você poderá otimizar a sua recuperação!

Referências Bibliográficas:

Nutrition and Athletic Performance, American College of Sports Medicine, 2009.

Nutrição Esportiva: uma visão prática, 2008.

Guia de Nutrição Esportiva, 1998.

Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 2009.

Bem Estar e Saúde Consultoria Nutricional

Tatyana Dall’ Agnol (email: dagnol@terra.com.br)

Mestre em Atividade Física e Saúde (UCB/DF)

Especialista em Nutrição e Metabolismo (UNIFESP/SP) E Nutrição para o Fitness e Alto Rendimento (UNIFOA/RJ)

Alimentação Ideal para Pré e Pós Treinos

A proporção ideal de carboidratos, proteinas, gorduras, vitaminas, minerais, antioxidantes, água e eletrólitos deve ser individualizada e planejada de acordo com o tipo de exercício realizado, bem como levada em consideração a frequência, intensidade e duração dos treinos. Mas como regra geral, o carboidrato é a principal fonte de energia e deve ser consumido antes e após o exercício, associado com uma pequena porção de proteína.

  • Pre treino: prefira carboidrato de baixo indice glicêmico que irá proporcionar uma liberação gradativa de energia. Acrescente uma porção de proteína magra. Ex: batata doce com ovos mexidos; aveia ou quinua em flocos com iogurte com baixo teor de gordura, torrada com pasta de amendoim.
  • Pós-treino: é muito importante consumir logo após os treinosum carboidrato de alto indice glicêmico e uma proteína de alto valor biológico. Ex: iogurte com baixo teor de gordura com granola ou tapioca com ovo mexido ou cozido ou shake de proteína com fruta.

Além dos nutrientes já citados, para evitar fadiga e danos musculares, recomenda-se que praticantes de atividade fisica consumam alimentos ricos em antioxidantes para modular, ou seja, equilibar a quantidade de radicais livres produzidas durante o exercicio. Frutas como melancia, goiaba, laranja, abacaxi, mamão, uva, açaí, damasco, acerola, e ameixa batidas com água de coco e hortaliças verdes devem ser incluidos na diea e podem ser consumidos após a atividade física.

Tatyana Dall’Agnol

Alimentação Equilibrada e Performance

A nutrição vem se tornando cada vez mais alvo de atenção de esportistas e atletas, uma vez que pode maximizar a saúde e o bem estar, bem como otimizar o desempenho atlético.

A alimentação equilibrada é um dos principais fatores, juntamente com o treinamento específico e perfil genético, para garantir o máximo desempenho de um atleta e/ou praticante de atividade física. Entretanto, a alimentação deste grupo de pessoas se diferencia da alimentação de indivíduos sedentários em função de um maior gasto energético e da necessidade de nutrientes, que variam de acordo com o tipo de atividade praticada, bem como intensidade e duração da mesma.

Diante deste contexto, é fundamental observar e adequar a qualidade e a quantidade alimentar consumida, antes, durante e após o exercício a fim de aprimorar o rendimento esportivo. A ingestão de água também deve ocupar lugar especial na dieta e na rotina de treinos de esportistas, pois o consumo inadequado deste nutriente prejudica a habilidade do indivíduo para se exercitar ao seu potencial máximo.

Uma alimentação balanceada pode reduzir a fadiga, permitindo desta forma, que tanto o esportista como o atleta treinem por mais tempo ou que se recupere mais rapidamente entre sessões de exercícios. Possivelmente, a nutrição pode prevenir lesões ou auxiliar na reparação das mesmas e prevenir as chances de carências nutricionais, influenciando, assim, de maneira satisfatória, o treinamento. Além disso, os depósitos de energia podem ser otimizados com uma alimentação adequada (Wolinsky & Hickson, 2002).

Devido às demandas nutricionais, fisiológicas e bioquímicas estarem aumentadas durante o exercício, estratégias de suplementação nutricional podem ser utilizadas. Como essas necessidades são específicas, variam entre indivíduos e de acordo com a modalidade esportiva praticada, a utilização de suplementos deve ser sempre prescrita por um profissional nutricionista qualificado para que os objetivos e resultados sejam alcançados e, acima de tudo, para manutenção da saúde.

Tatyana Dall’ Agnol (email: dagnol@terra.com.br)

Bem Estar e Saúde Consultoria Nutricional

Mestre em Atividade Física e Saúde (UCB/DF)

Especialista em Nutrição e Metabolismo (UNIFESP/SP) e Nutrição para o Fitness e Alto Rendimento (UNIFOA/RJ)

É possível chegar bem a terceira idade: saiba como

Do momento em que nascemos até o final da vida entramos em um processo de envelhecimento, que se acelera a partir dos 30 anos, que é quando nosso organismo atinge a maturidade. Mas será que é possível envelhecer bem? A resposta é sim!

Com a adoção de hábitos de vida saudáveis e acompanhamento com a geriatra, desde cedo (isso mesmo), nós podemos aumentar as chances de chegar a idade mais avançada com uma saúde mais fortalecida, ou seja, prevenindo e evitando doenças, comuns nessa fase da vida, mas que poderiam ter sido evitadas se tivesses tido o acompanhamento médico e tomado os cuidados necessários.

E ao contrário do que pensa, a geriatra não é uma médica apenas de idosos. Antes de ser geriatra, somos clínicos gerais e unindo essas duas qualificações, podemos fazer um acompanhamento da saúde e preparar o indivíduo para esse processo de envelhecimento.

Ao consultar o geriatra, ao menos uma vez ao ano, é possível realizar check-up médicos para identificar problemas precocemente e também se prevenir.

Esse checkup anual é ainda mais importante a partir dos 40 anos, pois nessa faixa de idade são maiores os riscos de desenvolver doenças que apresentam poucos sintomas, mas são diagnosticadas por exames como a hipertensão que pode levar a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infartos.

Para quem chegou a terceira idade, a geriatra vai ajudar no acompanhamento da saúde e também no tratamento de situações comuns da idade como esquecimentos, dificuldades locomotoras, entre outros problemas.

Prevenção

Seja qual for a idade, a prevenção é sempre a melhor forma para se chegar a bem a velhice. Além da avaliação médica anual, também devemos ter hábitos saudáveis como prática de exercícios regularmente, alimentação balanceada, dormir bem e, sempre, procurar o médico quando sentir que algo está errado.

Dor no Quadril: O Que É e Como Tratar

As dores no quadril provocam limitações e desconforto diárias para grande parte da população, estas podem se apresenta de diversas formas, localizações e intensidades. É fundamental para um tratamento preciso, identificarmos todas as características da dor, assim como a estrutura que está sendo acometida.

Quanto a localização, a dor pode ser anterior, posterior, lateral ou medial a articulação do quadril. A determinação da localização irá colocar em destaque algumas hipóteses diagnosticas, descartando outras. Por exemplo, dores anteriores estão mais relacionadas a casos de impacto femoro acetabular, osteoartrose, infecção, tendinoses do iliopsoas; as dores laterais, em geral, acusam dores relacionadas ao mecanismo abdutor, que compreende os tendões gluteos e bursas trocantericas; dores mediais, nos fazem pensar principalmente em tendinopatias de adutores, que pode estar relacionada a um quadro mais complexo de pubeíte e por último as dores posteriores podem nos levar a um diagnostico de impacto posterior, síndrome do piriforme, osteoartrites sacro-ilíacas e lombociatalgias.

A intensidade da dor pode ser leve, moderada e intensa, variando de acordo com a patologia e principalmente com o limiar de dor de cada paciente. Podemos encontrar pacientes com o mesmo grau de artrose nas radiografias, por exemplo, porém um deles pode apresentar dores mais intensas enquanto que o outro pode apresentar sintomas leves. Importante avaliar como esta dor influência na vida diária do paciente, ou seja, limita suas atividades diárias impossibilitando o mesmo de trabalhar, se vestir, andar pequenas distâncias, precisa de auxilio para deambular (bengala, muletas,…), subir e descer escadas é possível?, todas estas perguntas devem ser feitas para podermos guiar o melhor tratamento para o paciente. As dores podem existir no repouso, nas atividades diárias simples, como andar ou apenas em atividades físicas forçadas, seja no trabalho ou no lazer.

O tempo em que esta dor acomete o paciente, também é importante de ser avaliada, geralmente dores crônicas (mais de 2 meses) de existência, demandam em geral um tratamento mais prolongado e podem estar associadas a patologias em estágios mais avançados; enquanto que dores agudas (menos de 2 meses) irão apresentar resultados mais satisfatórios, se forem tratadas de forma precisa, seja por um tratamento clínico ou cirúrgico. Está é a importância de diagnósticos precoces em toda a medicina.

Um dado muito importante, que não podemos deixar de investigar, é o grau de mobilidade articular que o quadril apresenta. Devemos avaliar se a articulação apresenta todos os seus movimentos livres, ou se de alguma forma eles se encontram restritos. A maioria das patologias que acometem o quadril irão  provocar restrições de flexão, rotação interna e abdução do quadril, com graus variados de restrição. Deve-se tentar diferenciar se esta restrição de movimento é uma restrição mecânica, por exemplo, por contado de dois ossos, ou se o movimento apresenta um restrição por conta da dor, em geral provocada por um processo inflamatório. Os movimentos do quadril podem vir acompanhados de ruídos, como crepitação e estalidos que podem nos direcionar para um diagnostico. A dor e a restrição pode levar a alteração na marcha do paciente, que também deve ser levada em conta durante o exame físico do paciente.

Alterações sistêmicas, como febre e alterações em outros órgãos do nosso corpo, como alterações na urina ou nas fezes, também devem ser levadas em conta quando estamos frente a um quadro de dor no quadril. Estas alterações podem nos sugerir diagnósticos de outras patologias que podem estar sendo irradiadas para a região do quadril, simulando assim alguma alteração nesta articulação.

Unindo todos os dados anteriores, podemos determinar se a dor que acomete o quadril é decorrente da articulação, de um músculo, de um tendão, de um nervo ou até mesmo outro órgão. Está determinação é fundamental para podermos aplicar o tratamento de forma mais eficaz e precisa. Quando  temos dificuldade em determinar qual destas estruturas está levando ao quadro de dor, ou quando precisamos de mais detalhes destas estruturas, devemos lançar mão dos exames complementares, como radiografias simples, tomografias, ultra-sonografias, ressonâncias nuclear magnética ou exames laboratoriais (como sangue e urina).

Hipertensão e os exercícios físicos

A hipertensão arterial é uma doença crônica, que pode ser controlada com uso de medicação regular e mudanças nos hábitos de vida. Um lado curioso é que muita gente pensa que quem tem pressão alta não pode praticar exercícios físicos, o que acaba sendo um mito, uma vez que o controle da hipertensão passa pela mudança de hábitos de vida – alimentação e a prática de exercícios físicos.

O tratamento para hipertensão é de certa forma simples. Os medicamentos ajudam a controlá-la, mas não elimina suas causas – que além de genética – pode estar associada ao sedentarismo, obesidade, alimentação rica em sódio e gordura.

E por que os exercícios são importantes para quem tem pressão alta? Vejamos, atividades físicas regulares reduzem a pressão arterial tanto de indivíduos que já tem a pressão alta, quanto daqueles que ainda não tem a doença, mas que têm um risco elevado de desenvolvê-la, como os filhos de hipertensos, os obesos e os pré-hipertensos entre outros.

Esse benefício ocorre tanto durante a execução do treino quanto no repouso e também a condiciona a não se alterar quando a pessoa está passando por uma situação de estresse.

E você sabe por que isso ocorre? O exercício físico trabalha grandes grupos musculares, o que diminui a resistência dos vasos à passagem do sangue e, em consequência, reduz a pressão arterial.

Outros benefícios da prática de exercícios estão na redução de taxas que colaboram para o aumento da pressão arterial como a gordura corporal e a gordura no abdômen, reduz o colesterol e os triglicérides, diminui a glicemia, ou seja, o açúcar no sangue, ajudando a prevenir e controlar o diabetes.

Avaliação médica e física

Mas não é para sair por aí fazendo exercícios por conta própria. Antes de iniciar essa rotina de treinos, é preciso consultar o médico cardiologista e passar por uma avaliação completa, incluindo o teste de ergométrico e a realização de cardiograma.

O teste ergométrico é realizado na esteira, com monitoramento da pressão arterial, frequência cardíaca, eletrocardiograma e sintomas. Os dados colhidos são cruzados e assim obtemos uma faixa de batimentos por minuto para que o treino seja feito com a pressão em níveis seguros. A tendência é que o paciente vá evoluindo com o passar do tempo, ou seja, vai adequando mais resistência.

Além disso, juntamente com a orientação médica, e o acompanhamento de um profissional física, o hipertenso poderá iniciar sua rotina de exercícios que podem ser tantos os aeróbicos como natação, caminhada, corrida à musculação. O acompanhamento é necessário porque essa rotina de exercícios deve ser adequada ao perfil de cada pessoa e sendo alterada conforme a evolução do paciente.