Alimentação x Recuperação

Uma alimentação adequada que inclui escolhas inteligentes também é fundamental no momento pós-exercício para garantir um bom desempenho, pois o que você consome após um treinamento ou competição intensa pode influenciar diretamente a sua recuperação!

Segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte, após a prática esportiva, a dieta deve fornecer quantidade adequada de líquidos, eletrólitos, energia (calorias) e carboidratos para repor o glicogênio muscular e assegurar uma rápida recuperação. Recomenda-se a ingestão de 1-1,5 gramas de carboidratos para cada quilo corporal durante os 30 minutos após o término da atividade e a cada 2 horas durante as 4 primeiras horas, pois é neste momento que as enzimas responsáveis por sintetizar glicogênio estão mais ativas e, rapidamente, substituem as reservas de glicogênio depletadas.

O tipo de carboidrato consumido também influência na síntese de glicogênio pós-exercício ou competição, portanto, o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico propicia uma reposição rápida dos estoques de glicogênio, bem como o melhor transporte de glicose para dentro das células. Nesse sentido, bons exemplos são maltodextrina, dextrose, bebidas comerciais contendo carboidratos, e eletrólitos, barra de cereais adoçadas com mel ou com o próprio açúcar da fruta, mel, torradas e pão com geléia, bolo simples sem cobertura, batata assada ou cozida, arroz ou macarrão.

Seguindo a recomendação básica, veja o quanto um indivíduo de 70kg deveria ingerir:

70kg x 1,0 a 1,5g carboidratos/kg = 70 a 150g de carboidratos = 280 a 600 calorias

Ex: Arroz e feijão com carne vermelha magra com batatas assadas e legumes.

ALIMENTO QUANTIDADE DE CARBOIDRATOS (gramas) MEDIDA CASEIRA
Arroz 29 2 colheres grandes cheias
Feijão 12 1 concha média
Batata inglesa assada 27 1 unidade média
Bife —–
Cenoura cozida 10 2 colheres grandes
TOTAL 78  

Não evite as proteínas em sua dieta de recuperação, pois um pouco deste nutriente também pode aumentar a reposição de glicogênio nas horas iniciais após o exercício intenso. As proteínas, assim como os carboidratos, estimulam a ação da insulina, hormônio que transporta glicose do sangue para os músculos. Boas sugestões de fontes protéicas podem ser: carnes magras, ovo, soja, peru, atum e peito de frango.

Não se esqueça de hidratar-se também após a atividade física!!

É bastante comum entre atletas e praticantes de atividade física intensa a queixa de inapetência e falta de tempo para se alimentar no período pós- treino ou competição, mas não ceda aos sintomas e com um pouco de esforço e organização você poderá otimizar a sua recuperação!

 

FONTE: https://benutry.com.br/

Arritmia Cardíaca

O que é?

O coração possui um ritmo normal, chamado de ritmo sinusal. O estimulo elétrico gerado numa região específica do coração, chamada nó sinusal, dita o ritmo cardíaco que é constante e regular. Cada batimento cardíaco composto pela sístole (contração) e pela diástole (relaxamento) traduz a resposta mecânica frente ao estímulo elétrico gerado no nó sinusal e sua propagação pelo sistema de condução do coração.

O descompasso do ritmo do coração define a arritmia cardíaca e reflete alguma alteração na geração e/ou na propagação do estímulo elétrico. Nesse contexto, há diversas arritmias diferentes e, por isso, algumas classificações didáticas nos ajudam a diagnosticá-las e tratá-las de forma adequada.

Classificação da arritmia cardíaca:

Basicamente, as arritmias podem ser classificadas quanto à frequência cardíaca: taquiarritmia (arritmia com frequência cardíaca elevada) e bradiarritmia (arritmia com frequência cardíaca baixa). Podem ser classificadas também quanto à origem do estímulo: supraventricular (arritmia gerada acima dos ventrículos, geralmente nos átrios) e ventricular (arritmia gerada nos ventrículos). Alguns exemplos relevantes baseados nessas classificações são importantes de serem citadas:

Taquiarritmia supraventricular: fibrilação atrial, flutter atrial, taquicardia atrial, taquicardia por reentrada nodal, taquicardia atrioventricular (exemplo: Síndrome de Wolf-Parkinson-White).

Taquiarritmia ventricular: taquicardia ventricular monomórfica, taquicardia ventricular polimórfica, taquicardia fascicular.

Bradiarritmia: destaque para os bloqueios avançados atrioventriculares.

Extrassístole: a extrassístole é compreendida como uma arritmia pontual e transitória. É classificada em supraventricular quando se origina acima dos ventrículos, geralmente nos átrios, e em ventricular se for originada nos ventrículos. Na maioria das vezes, sua repercussão clínica é mínima e não requer tratamento específico.

Sintomas da arritmia cardíaca

O principal sintoma das taquiarritmias é a palpitação. Geralmente, o paciente refere um descompasso e/ou uma aceleração dos batimentos. Alguns referem uma falha no coração (sintoma mais comum da extrassístole). Tontura, sensação de desmaio ou até mesmo desmaio (chamamos de síncope), desconforto no peito, mal estar, náuseas, são outros sintomas que podem se associar e são de grande relevância clínica.

Já nas bradiarritmias o principal sintoma é a tontura e sensação de desmaio ou até mesmo o desmaio (síncope). Cansaço, náuseas, vômitos e mal estar são comuns. Infelizmente, a morte súbita pode ser a primeira manifestação clínica de algumas arritmias.

Diagnóstico da arritmia cardíaca

A partir de uma história clínica bem feita e do exame físico, a ferramenta diagnóstica mais importante é o eletrocardiograma de repouso de 12 derivações. É com esse simples exame que definimos se há no presente momento alguma alteração do ritmo e como devemos agir. A grande maioria das arritmias é diagnosticada por meio do eletrocardiograma e, na maioria das vezes só precisamos dele para definir a melhor conduta.

Entretanto, muitas queixas que remetem à suspeita de alguma arritmia e que apresentam um eletrocardiograma inconclusivo no momento da avaliação podem necessitar de outros exames para a elucidação diagnóstica. São eles o holter de 24 horas, o looper, o ecocardiograma, o teste ergométrico, os exames de sangue, a ressonância magnética, o cateterismo e o estudo eletrofisiológico.

 

FONTE: https://drcontesini.com.br/

CIRURGIA DA MÃO: Quando é necessária?

VOCÊ JÁ FEZ UMA CIRURGIA DA MÃO?

A mão é uma das partes do corpo que mais usamos durante o dia. Muitos profissionais dependem diretamente da performance de suas mãos para terem sucesso em suas carreiras e justamente por isso, cuidar da saúde das mãos é tão importante.

Caso você tenha alguma doença nas mãos como uma tendinite que afeta seus punhos e mãos, provavelmente seu caso pode ser cirúrgico, mas não se assuste!

A cirurgia da mão é uma técnica que poderá te deixar livre de todas as dores que vem te incomodando ao longo dos dias, continue lendo para entender melhor.

QUANDO A CIRURGIA DA MÃO É NECESSÁRIA?

Se você sofreu alguma lesão nos músculos, nervos, ligamentos ou até mesmo na pele da mão seu caso pode ser cirúrgico.

Como em todos os tratamentos, se você sofreu um acidente na sua mão ou está sentindo alguma dor nas mãos é hora de procurar um especialista para que tratamentos menos invasivos possam oferecer bons resultados.

A cirurgia de mão só costuma ser indicada após outros tratamentos não oferecerem a melhora do quadro do paciente.

Algumas doenças podem ser tratadas com cirurgia, entre elas:

* Síndrome do túnel do carpo;
* Fraturas na mão ou punho;
* Lesão no tendão;
* Lesão nos ligamentos;
* Lesão nos nervos periféricos;
* Microcirurgia reconstrutiva dos membros;
* Tendinites;
* Síndromes compressivas dos nervos.

COMO OCORRE A CIRURGIA DA MÃO?

Se o especialista em mão decidir com base nos exames e sintomas que o seu problema nas mãos será um caso cirúrgico, será solicitado alguns exames complementares de risco cirúrgico.

Após a internação, a anestesia deverá ser total se sua cirurgia for muito longa ou poderá ser parcial, para que você possa colaborar com a equipe médica durante o procedimento.

A cirurgia poderá ser mais simples ou mais complexa a depender do problema que será tratado.

PÓS-OPERATÓRIO

Muitos pacientes não dão a devida credibilidade ao momento do pós-operatório, mas antes mesmo de partir para a sala de cirurgia você deve ter em mente que essa etapa é crucial para que de fato sua cirurgia seja um processo bem-sucedido. Durante essa etapa, é essencial que os curativos no local operado sejam bem cuidados para que o risco de infecção seja diminuído.

Além disso é preciso que o paciente tome todos os medicamentos indicados pelo médico que o operou da forma correta como foi prescrito. Nessa etapa normalmente são indicados remédios para dor e anti-inflamatórios para que o paciente não sinta tanto desconforto por causa do processo de cicatrização pós-operatório.

Além disso, é preciso ter em mente que nessa fase inicial o paciente deverá ficar com a mão para cima para evitar que edemas se formem no local operado causando dor. A aplicação de gelo no local operado também é essencial tanto para a função de analgesia quanto para a diminuição de inchaços que ocasionam a dor. Você deverá incluir na sua rotina de cuidados 3 sessões de gelo com duração de 15 minutos todos os dias.

Na hora de dormir, o cuidado é redobrado! Recomenda-se que o paciente coloque um travesseiro sob a mão operada para que ela fique elevada e o risco de compressão do local seja menor. Caso você se vire e deite por cima da mão provavelmente irá acordar com dores no local, afinal, a cicatrização não acontece tão rápido como todos nós gostaríamos.

REABILITAÇÃO DA CIRURGIA DA MÃO

Para o sucesso da cirurgia da mão muitas vezes o paciente precisará não só do médico especialista em mãos, como também de um bom profissional de fisioterapia. Após a liberação médica para o início dos exercícios com a mão você deverá procurar pelo apoio de um bom fisioterapeuta que possa te ajudar no processo de reabilitação da sua mão.

A fisioterapia é essencial para que os movimentos naturais feitos com a sua mão voltem a ser executados sem que causem dor e a região fique corretamente fortalecida para que você possa por exemplo voltar a trabalhar. Após o processo de reabilitação com fisioterapia e a correta cicatrização da mão operada, é esperado que o paciente não sinta mais dores no local e possa usufruir de uma vida normal.

Se você sente dores constantes em suas mãos devido a sua rotina de trabalho ou uso excessivo de celular, é importante que você procure um especialista antes que um possível problema de saúde se agrave. Quando realizamos movimentos repetitivos ao longo do dia a tendência natural é que aos poucos ocorra uma lesão por esforço repetitivo caso você não se cuide de maneira preventiva.

Por isso, uma rotina de exercícios para as mãos e alongamentos é essencial para que você mantenha a saúde das suas mãos mesmo durante jornadas de trabalho mais longas. Afinal, o processo de cirurgia para tratamento de tendinites por exemplo é algo muito mais invasivo e que poderia não ser necessário se você tivesse adotado uma rotina de precauções para o cuidado dessa região tão importante do seu corpo.

 

FONTE: https://www.drgustavocampanholi.com/

O que é a Condropatia?

 

O que é:

Apesar de comumente ser confundida com a condromalácia patelar, o termo condropatia se refere à doença que acomete a cartilagem do osso anterior do joelho, o termo condropatia se refere a uma doença da cartilagem como um todo, que pode acometer desde uma pequena articulação como a dos dedos da mão até grandes articulações como o quadril. Em outras palavras: qualquer articulação do corpo pode adoecer e desenvolver condropatia. Hoje, é considerada a principal causa de dor crônica, acometendo de 70 a 80% da população mundial, segundo última estimativa e, por este motivo continua sendo objeto de estudos pelo mundo todo. Quando se inicia, a cartilagem amolece e vai perdendo sua capacidade de absorver as forças as quais é submetida, levando a sobrecarga do osso logo abaixo, também chamado de subcondral, causando dor.

Cartilagem Articular:

Trata-se de um material borrachoso que recobre os ossos e permite que um deslize sobre o outro com pouco atrito. Funciona, portanto como uma espécie de amortecedor. Composta por 4 camadas (2 zonas superficiais e 2 profundas), trata-se de um tecido avascular (que não recebe sangue) constituído basicamente de células que chamamos de condrócitos (5% do tecido cartilaginoso) e uma matriz composta predominantemente por colágeno do tipo II. A função desta matriz é reter água, conferindo à cartilagem a habilidade de sofrer deformação reversível quando comprimida, funcionando como uma mola biológica.

Causas:

* Se existe um traço genético dentro da família, a chance de várias pessoas desenvolverem a doença é relativamente grande.
* A condropatia tem prevalência entre mulheres.
* Apear de fazer parte do nosso envelhecimento, algumas pessoas têm o envelhecimento articular muito acelerado.
* O excesso de peso tende a sobrecarregar as articulações, em especial do joelho, coluna lombar e quadris
* Uma pessoa que sofreu uma ruptura de um dos ligamentos do joelho pode desenvolver instabilidade crônica (falseio), que leva a um contato anormal da cartilagem do joelho, iniciando uma condropatia.
* Fraturas graves que deixam sequelas são as mais comuns.
* A inflamação crônica de doenças como a gota e a artrite reumatoide pode levar à isso.
* Pessoas que tem a chamada patela alta, ou seja, quando a patela encontra-se em uma altura acima do normal em seu trilho (tróclea) ou o que chamamos de tróclea rasa (calha rasa) onde a patela também leva ao aumento da pressão na cartilagem e, finalmente, a báscula da patela (lateralização excessiva da patela), gerando lesões extremamente frequentes como a condropatia patelar.
* Esportes de impacto como a corrida, dança e o treino funcional estão intimamente ligados ao desenvolvimento da mesma, principalmente da patelar e ocorre quando são praticados acima do limite fisiológico da pessoa, ou seja, em excesso, sem a preparação física prévia e sem orientação de um treinador.

Ao se iniciar o processo de degeneração (morte) do tecido cartilaginoso, algumas alterações vão acontecendo com as estruturas descritas no tópico acima. Por ser considerada hoje uma doença inflamatória, na condropatia estas estruturas vão degenerando aos poucos:

A sinóvia pode inchar e produzir fluido extra, o que faz com que a articulação inche. Isso é chamado de inchaço do joelho ou popularmente como água no joelho.

A cápsula e os ligamentos engrossam lentamente e se contraem como se estivessem tentando estabilizar a articulação. Essas mudanças e em torno da articulação são em parte o resultado do processo inflamatório e em parte a tentativa do seu corpo para reparar o dano. Em muitos casos, os reparos são bem sucedidos e as mudanças dentro da articulação não causam muita dor ou, se houver dor, é leve e pode ir e vir. No entanto, em outros casos, o reparo também não funciona e a articulação fica danificada. Isso leva à instabilidade e à colocação de mais peso em outras partes da articulação, o que pode fazer com que os sintomas se tornem gradualmente piores e mais persistentes com o passar do tempo.

Sintomas:

Na maioria das vezes, é uma doença de evolução lenta e progressiva. Quando tem sua origem ligada a reumatismo como a artrite reumatoide e quando ligada há sequelas de traumas, pode progredir de forma muito rápida e incapacitante.
Em grande parte das vezes, a condropatia começa com um desconforto articular, agravado pela atividade (correr, pular, subir ou descer degraus) ou por estar sentado prolongadamente.

O tipo de sintomas vais depender da localização: condropatia patelar, com dificuldade diária de subir e descer escadas; condropatia do quadril (coxo-femoral), com dor na virilha; condropatia do tornozelo (tíbio-tarsica), com dor e rigidez no tornozelo; condropatia do ombro (glenoumeral), incapacidade de movimentos como pentear o cabelo…

Havendo progressão, a condropatia leva ao inchaço, principalmente no joelho com perda de força muscular do quadríceps (anterior da coxa). Quando isso ocorre, são comuns queixas de que o joelho está falseando, ou saindo do lugar, muitos estalos e a o que chamamos de creptação, popularmente conhecido como rangir.
Em estágios mais avançados a condropatia, aqui chamada de artrose leva à incapacitação para tarefas diárias como caminhar e subir escadas, tornando o tratamento definitivo urgente, como a inserção da prótese do joelho, por exemplo.

 

FONTE: https://adrianoleonardi.com.br/

10 DICAS PARA NÃO ESTRAGAR SUA PRIMEIRA MARATONA

Felizmente, a corrida de rua tem sido parte da vida de um grande número de pessoas. Alguns em busca da melhoria da qualidade de vida, outros, em busca de novos desafios, dentre eles, a maratona, definida como uma corrida realizada na distância oficial de 42,195km, originada de uma lenda, como uma homenagem ao soldado ateniense Fidípides, um mensageiro do exército de Atenas, que teria corrido cerca de 40 km entre o campo de batalha de Maratona até Atenas para anunciar aos cidadãos da cidade a vitória dos exércitos atenienses contra os persas e morrido de exaustão após cumprir a missão.

Apesar da popularização e de um apelo comercial crescente, esta modalidade também traz alguns riscos a saúde e, assim como qualquer prática esportiva, o planejamento e a cautela são os pilares para sua boa execução. Infelizmente, relatos de pessoas que não conseguiram completar sua primeira prova por exaustão física e mental ou porque passaram mal são frequentes.

Se você pretende correr sua primeira maratona, deseja ter a melhor performance possível e quer fugir dos riscos a saúde, seguem 10 dicas baseadas nos últimos estudos em medicina do esporte:

1 – Consulte um médico do esporte

Os treinos e a prova propriamente dita colocam o atleta sob estresse físico e mental e, apesar de raras, mortes também podem acontecer durante uma prova. Um estudo publicado em 1996, descobriu que a possibilidade de um ataque cardíaco durante – ou até 24 horas depois – uma maratona, é da ordem de 1/50.000 em toda a carreira do atleta, sendo este o motivo principal pelo qual todo atleta deve consultar um medico do esporte antes de ingressar nos treinos.

2 – Planeje seu tempo

Pesquisas realizadas pela organização das provas mostram que a grande maioria dos iniciantes não tem isso em mente e, muitas vezes se esforçam além dos limites fisiológicos, levando a fadiga e, consequentemente, ao abandona da prova.

3 – Planeje seu ritmo

Por incrível que pareça, muitos maratonistas executam suas corridas longas em um ritmo específico, mais lento do que o objetivo e, em seguida, esperar para completar suas maratonas em um tempo melhor.

Lembre-se que resistência e capacidade de execução são sempre velocidade específica. Se você é capaz de correr a 12 km/h sem fadigar, não significa que será capaz de aumenta a velocidade para 15 km/h no dia da prova.

A determinação dos limiares ventilatórios da ergo-espirometria podem te ajudar a aumentar a velocidade sem causar fadiga.

“Longão aos finais de semana valem a pena?

A pergunta clássica é: já que a maratona é uma corrida muito longa, não seria necessário praticar correndo por muito tempo em uma base semanal?

O problema-chave é que longas corridas podem sobrecarregar articulações, músculos e tendões que estão sempre tentando recuperar-se dos impactos e abusos das cargas cíclica.

Uma estratégia muito melhor que recomendo aos meus pacientes seria realizar o “longão” a cada três semanas. Isso ainda permitiria que um maratonista aprendesse a correr muito tempo, e permitiria treinamento de muito mais qualidade.

Faça uso de bebidas esportivas adequadamente durante a corrida.

A maioria dos iniciantes consumem bebidas esportivas nos estágios finais da corrida, quando começam a sentir a fadiga.

Neste momento, o consumo de bebidas esportivas realmente tem pouco efeito sobre o desempenho, uma vez que os eletrólitos e carboidratos da devem passar pelo estômago, pelo intestino delgado, pela parede do trato gastrointestinal e pelo sangue até os músculos, o que leva muito tempo. Por isso, o acompanhamento nutricional é de suma importância no planejamento da prova.

Não misture bebidas esportivas com outras coisas durante a corrida.

Por exemplo, se você consumir uma bebida esportiva e água durante uma maratona, você vai acabar com uma solução muito diluída em seu sistema gastrointestinal; Isso vai retardar a absorção de carboidratos e deixá-lo sem energia nos estágios finais da corrida.

Novamente, o acompanhamento com um nutricionista esportivo nutricional é muito importante.

Alimente-se bem no dia da sua primeira maratona.

Outra dica nutricional é evitar alimentos que você não esta acostumado a ingerir no dia da prova. Para o seu pequeno-almoço pré-maratona, você deve escolher apenas alimentos que não causem desconforto gastrointestinais e que possam ser digeridos facilmente. O tempo entre a ultima refeição e o início da prova (“lead time”) deve ser o mesmo do treinamento.

Não experimente alimentos e bebidas novos durante a prova.

Há dois meses, um corredor que atendo em minha clínica me relatou que decidiu testar uma bebida rica em triglicerídeos de cadeia média (Mct.) que viu em uma feira de nutrição esportiva no dia da prova. Como resultado, sentiu-se lento, inchado e incapaz de correr a um ritmo intenso . Definitivamente, a maratona não é uma atividade para experimentar novas bebidas e alimentos!

Não se esqueça que a aptidão aeróbica é o predito final de seu sucesso na maratona.

O teste cardiopulmonar ou ergo-espirométrico nos traz dados como VO2 máximo, limiar de lactato, economia de corrida , força execução, e podem tanto predizer sobre sua performance em sua primeira prova, quanto também podem monitorar sua evolução durante os treinos.

 

Por Dr Adriano Leonardi
Cirurgia do Joelho / Medicina Esportiva

Proteger a cartilagem do tornozelo ajuda a prevenir artrose em atletas

Tratamento com aplicação de visco-suplementação reduz a ativação de células inflamatórias, melhora a dor e estabiliza a destruição da matriz cartilaginosa; ortopedista explica.

O objetivo desse artigo é mostrar o resultado de um trabalho recente que avalia a eficácia da viscossuplementação em pacientes com osteoartrite do tornozelo. Foi realizada uma revisão sistemática para verificar as evidências na literatura sobre o uso deste tratamento, sendo considerados estudos prospectivos randomizados cegos num total de 1.961 artigos identificados em várias bases de dados, onde concluiu-se que o tratamento com ácido hialurônico intra-articular é uma modalidade de tratamento segura que melhora significativamente os escores funcionais.

A doença da cartilagem pode ser traumática e aguda, ou crônica e degenerativa, conhecida aqui no Brasil como artrose, pode ser encontrada em artigos internacionais como osteoartrite e é uma doença de origem multifatorial que leva à degeneração da cartilagem articular, afetando todos os componentes da articulação. É um processo lento, progressivo e debilitante, com alta prevalência na população adulta ativa, ligada a práticas esportivas.

A osteoartrite (OA) é mais prevalente entre pessoas com mais de 65 anos, mas em pessoas que começam a prática esportiva muito cedo pode adiantar o processo de degeneração. A doença pode ter impacto em diferentes aspectos da vida incluindo atividades sociais, relacionamentos, autoimagem corporal e bem-estar emocional.

Vários fatores podem influenciar o início e a progressão da OA, como idade, alterações no metabolismo, fatores genéticos e hormonais, alterações biomecânicas, modalidade esportiva e processos inflamatórios articulares. A osteoartrite primária do tornozelo é rara, mais comumente secundária à fratura ou instabilidade crônica do ligamento. Nos últimos anos tem havido, tanto no Brasil quanto no mundo, aumento da incidência de osteoartrite pós-traumática e inflamatória do tornozelo, devido ao aumento da prática de esportes de impacto.

Como Identificar

Quando clinicamente evidente, a OA é caracterizada por dor articular, limitação de movimento, crepitação (estalos), derrame ocasional (inchaço) e vários graus de inflamação sem variáveis ​​sistêmicas. O tratamento conservador tradicional para o tornozelo OA inclui analgésicos simples, anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs), injeções intra-articulares de corticosteróides, fisioterapia, atividade física e redução de peso.

Novas alternativas de tratamento cirúrgico têm sido desenvolvidas. No entanto, apesar da melhora nos resultados da artroplastia do tornozelo, a artrodese articular ainda é considerada o padrão ouro para o tratamento em casos de falha do tratamento conservador. A sobrecarga das articulações adjacentes e as consequentes sequelas, com deterioração da qualidade funcional do paciente após a artrodese tibiotársica, sustentam a busca de terapias alternativas.

O ácido hialurônico tem propriedades viscosas e elásticas. O grau em que cada recurso predomina depende das condições de carga. Isso permite que o fluido sinovial tenha a capacidade única de funcionar de maneira diferente, dependendo da quantidade de força de cisalhamento aplicada.

O que é o acido hialurônico?

O acido hialurônico é produzido naturalmente por células da membrana sinovial e, junto a outras moléculas, compõe o “líquido sinovial “, responsável pela lubrificação e nutrição do tecido cartilaginoso. A criação do acido hialurônico exógeno (sintético) para a infiltração articular começou nos anos 90. Inicialmente, acreditava-se que seu efeito seria puramente por mecanismo hidráulico. Ou seja, aumentando a superfície de contato cartilaginosa e assim reduzindo se a pressão articular.

Quais seus efeitos na articulação?

Os bons resultados iniciais encorajaram a comunidade científica a estudar melhor o efeito biológico dos produtos, e pesquisas publicadas em revistas científicas médicas nos últimos cinco anos mostraram efeito surpreendentes quem incluem:

– Redução da ativação de células inflamatórias responsáveis pelo desencadeamento da cascata inflamatória que causa destruição articular da artrose.

Quem deve ser submetido à visco-suplementação?

A indicação da visco-suplementação varia de paciente para paciente, e a composição do produto, pelo grau da lesão cartilaginosa. É importante que além dos exames de imagem, seja feito um teste biomecânico direcionado ao esporte para avaliar a função muscular afetada pela doença pré-existente.

A visco-suplementação nunca deve ser instituída como terapia única, e sim sempre associada a uma boa reabilitação, seguida de fortalecimento e reequilíbrio muscular. Após a aplicação nos meus pacientes, sempre explico que a aplicação não isenta de ser realizado a reabilitação tradicional e fortalecimento muscular, mesmo muitos achando que a melhora da dor já é suficiente para retornar as atividades.

Várias técnicas podem ser empregadas para aumentar a precisão da infiltração, como ultrassonografia (US), fluoroscopia e tomografia computadorizada (TC). No entanto, a relação entre maior eficácia do procedimento de infiltração e melhores desfechos clínicos requer estudos adicionais, e na minha opinião, depende também da experiência de quem aplica. Nos artigos selecionados para este estudo, observamos que todos os autores optaram pela abordagem anterior e dois deles utilizaram a fluoroscopia.

Não encontramos evidências na literatura de que a fluoroscopia forneça benefícios aos pacientes submetidos à visco-suplementação no tornozelo. Esta questão é pessoal e sua aplicação, ao meu ver, depende da segurança de cada um que está aplicando.

É importantíssimo que o médico explique muito bem os efeitos desejados da aplicação, possíveis efeitos colaterais e que o paciente tenha sempre em mãos o nome do produto utilizado na infiltração no tornozelo. Sendo assim, o tratamento articular é uma modalidade terapêutica segura, que promove uma melhora significativa dos escores funcionais dos pacientes, sem evidência de superioridade em relação a outras medidas conservadoras de tratamento, entrando assim como tratamento adjuvante na melhora clínica e prevenção da evolução da artrose.

Fonte: http://www.anapaulasimoes.com.br

Crossfit: beneficios e lesões

É fato de que o Crossfit é uma modalidade esportiva que veio para ficar!

Muitos benefícios!

Os beneficios do crossfit incluem ganho de força, pertencia, resistência e equilibrados musculares e poucos são os esportes onde o praticante tenha tantos ganhos.
O crescimento dos boxes por todo o pais trouxa a imagem de pessoas subindo cordas, empurrando pneus e, aos olhos do publico leigo, veio o PRÉ-conceito de pessoas “loucas”realizando uma atividade física perigosa e que machuca muito!

Sim! Ainda há um mito que o crossfit é um esporte perigoso por muitos fatores como a intensidade do treinamento o conjunto de exercícios interligados ao mesmo treino e principalmente a força. Mas, na verdade, os primeiros estudos publicados no Brasil e no mundo mostram justamente o oposto!
Tanto o crossfit, como qualquer outra atividade que tenha alta intensidade e frequência podem causar os mesmos ou mais problemas em seus praticantes, mesmo com um bom acompanhamento medico.
Esportes como o futebol,levantamento de peso, corrida e musculação possuem alto índice de lesões, bem acima do crossfit .

Pesquisas Recentes

Um estudo publicado nos EUA trouxe à tona a “taxa de incidência de lesões ligadas ao treinamento do crossfit foi baixa e comparável a outras formas de atividades de condicionamento físico”.
Outros estudo teve resultados muito parecidas com a anterior, relatando que as “taxas de lesões com o treinamento crossfit são semelhantes às relatadas na literatura para esportes como levantamento de peso olímpico, levantamento de força e ginástica.

Um terceiro estudo também americano encontrou 2,3 lesões por 1.000 horas de treinamento. Os autores investigaram mais de perto os praticantes de crossfit, para entender por que as lesões acontecem. Concluíram que os atletas com maior massa corporal tinham mais tendência a sofrer lesões e que o índice de lesões eram diretamente proporcionais ao acumulo de horas semanais de treino, certamente por estar ligado a um “recovery”insuficiente.

Como as lesões no crossfit acontecem?

Assim como em outros esportes,a principal forma as lesões no crossfit ocorram é pelo aumento agressivo no volume e freqüência de treino. Isso pode ocorrer em um novo ciclo de agachamento por exemplo mais intenso ao habitualmente praticado no intuito “simples” complementar o treino.
Muitos atletas relatam dores no tornozelo e panturrilha normalmente quando estão buscando aprender novas habilidades, como double-under, (salto duplo de corda, permite que a corda passe sob seus pés duas vezes enquanto você ainda está no ar) realizado todos os dias no aquecimento.

crossfit beneficios e lesoes

 

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+ Lesões na musculação

+ Condromalacia patelar

+ Lesões cartilaginosas no joelho

 

Recuperar sempre!

O volume recuperável máximo (VMR) é um termo utilizado no mundo do crossfit, que significa o máximo de volume que se pode realizar de treinamento e se recuperar integralmente para as próximas sessões alcançando todos os benefícios.
Esse volume recuperável máximo nem sempre é bem sucedida, atrapalhando o ganho de massa muscular, força e conquista de habilidades.

Periodizar Sempre

Em algumas academias os treinos são programados em até 6 dias por semana, contemplando condicionamento físico e força ao mesmo tempo, essa programação muitas vezes excede o que recomenda o CrossFit HQ.
Podemos citar alguns pontos que, muitas vezes são a maior causa de lesões no crossfit, sendo:
• Erros de técnica
• Falta de força e resistência muscular
• Desequilíbrios musculares
• Restrições de mobilidade

Como posso te ajudar?

Assim como para qualquer modalidade esportiva, em uma consulta médica no Crossfit, avaliamos alguns fatores de risco, como os cardiovasculares (principalmente em pessoas que ficaram muito tempo sedentárias) articulares e metabólicos.
Após o inicio da atividade, acompanhamos a fase de adaptabilidade e, posteriormente os ganhos fisiológicos da atividade física.

Particularmente para esta modalidade esportiva, costumo acompanhar mês a mês (em alguns casos, semanalmente), observando parâmetros de ganho fisiológico e indicadores de over-trainning, principalmente nos iniciantes, assegurando alto rendimento e baixo índices de lesões.

lesões no crossfit

Veja minha entrevista sobre o Crossfit

 

Mais sobre o autor

 

Referencias bibliograficas

Chachula LA, Cameron KL, Svoboda SJ. Association of Prior Injury With the Report of New Injuries Sustained During CrossFit Training. Athletic Training and Sports Health Care. 2016 Jan/Feb;8(1):28-34.

Chatterjee T, Siddiqui Z, Winston T, Ferguson M, Zumwalt M. Acute Achilles Tendon Rupture From Cross Fit Training. Journal of Bone Reports & Recommendations. 2015; 1(1):1-4.

Friedman MV, Stensby JD, Hillen TJ, Demertzis JL, Keener JD. Traumatic Tear of the Latissimus Dorsi Myotendinous Junction: Case Report of a CrossFit-Related Injury. Sports Health. 2015 Nov-Dec;7(6):548-52.

Hak PT, Hodzovic E, Hickey B. The nature and prevalence of injury during CrossFit training. J Strength Cond Res. 2013 Nov 22. [In Press]

Lu A, Shen P, Lee P, Dahlin B, Waldau B, Nidecker AE, Nundkumar A, Bobinski M. CrossFit-related cervical internal carotid artery dissection. Emerg Radiol. 2015 Aug;22(4):449-52.

Cardiologista em SP: Morte súbita em Atletas

Nas últimas semanas tivemos 2 mortes em atletas e corredores jovens. Entre eles o zagueiro da seleção italiana que teve uma morte súbita enquanto dormia. Aqui no Brasil tivemos a morte de uma advogada enquanto praticava corrida de rua.

Sabemos que a atividade física comprovadamente previne doenças e prolonga a vida do indivíduo, no entanto, algumas doenças silenciosas podem estar presentes e se manifestarem exatamente durante a prática do esporte. Por isso uma avaliação detalhada com um profissional especialista se faz necessária.

No caso do zagueiro italiano mesmo com a avaliação dos exames de rotina que é feito no clube, não foi encontrada nenhuma alteração específica. Isso leva a crer que a possível causa da sua morte tenha sido uma doença genética chamada de síndrome de brugada. Ela não aparece nos exames e o indivíduo pode morrer dormindo. Por conta disso, a constante avaliação com um médico experiente é de suma importância.

Através do histórico de doenças da família e um bom exame clínico/físico sem dúvida podem diminuir as chances de um evento cardíaco.

Já no caso da advogada, a mesma realizava uma corrida de 7 km, até então tranquila dentro da sua base de treino e apresentou um mal súbito no 2 km antes da chegada. Em indivíduos abaixo de 35 anos as principais causas de morte durante o exercício são: cardiomiopatiahipertróficadisplasia arritmogênica do ventrículo direito,coronária anômala e miocardite. Todas essas doenças são possíveis de serem diagnosticadas durante consulta de avaliação e após exames específicos.

Tendinite calcária dos ombros: uma condição comum entre as mulheres

A tendinite calcária dos ombros é muito comum entre as mulheres e pode ser diagnosticada com exame de Raio X. Em outros casos, a ortopedista também pode recomendar a realização de uma ressonância magnética para o médico confirmar ou descartar suspeita de lesão no tendão.

Apenas com o diagnóstico confirmado seguramente para tendinite calcária é que pode ser iniciado o tratamento para o problema.

Entenda como a tendinite calcária ocorre

A tendinite calcária é uma condição resultante do acúmulo de sais de cálcio nos tendões do manguito rotador. O resultado é muita dor no ombro, sendo mais comum a ocorrência no lado direito.

O cálcio vai se acumulando lentamente nos tendões do ombro, levando meses para a tendinite calcária evoluir, e nessa fase muitas pessoas não percebem, até vão surgindo dores e desconforto e, subitamente, evoluir para uma dor muito intensa. É quando ocorre a chamada fase de reabsorção, em que o depósito de cálcio será parcial ou totalmente reabsorvido.

Já na fase aguda pode ocorrer uma dor intensa que irradia para o deltoide e, ao tocar o ombro, é possível identificar o ponto certo da dor. Outros sintomas são limitações no movimento do ombro. Na fase crônica os sintomas são os mesmos da síndrome de impacto, ou seja, dor e dificuldade para executar os movimentos da articulação.

Em muitos casos, a tendinite calcária ocorre depois de o paciente apresentar uma tendinite simples no ombro, ou seja, a inflamação afeta os tendões, mas sem o acúmulo de cálcio. Sabe-se ainda que há uma predisposição para o desenvolvimento de depósitos de cálcio, mas para ocorrer tal formação, deve haver uma alteração vascular local, o que faz com que haja uma alteração química no interior do tendão e isso leva a deposição de cálcio.

Tratamento

Entre os tratamentos indicados estão a prescrição de analgésicos, repouso, crioterapia e fisioterapia. Em outros casos também pode haver a necessidade de tratamento cirúrgico, que é realizado com o objetivo de retirar o depósito de cálcio do tendão, procedimento que pode ser feito por meio de artroscopia do ombro.

Fraturas no Joelho: diagnóstico e tratamento

Os traumas causados por lesões podem causar desde rompimentos de ligamentos até mesmo a fratura de ossos que compõem os joelhos. Estimativas são de que essas condições correspondem a aproximadamente 80% das patologias que atingem a articulação.

Não por acaso, essas condições preocupam muito quando o paciente chega ao consultório de ortopedia, pois dependendo da gravidade, o tratamento pode envolver cirurgias e um longo período de recuperação.

O nosso joelho é uma importante articulação que é formada pela extremidade distal do fêmur, pela extremidade proximal da tíbia (e pela patela (rótula). O joelho ainda possui ligamentos que estabilizam a articulação, auxiliados pelos meniscos (interno ou medial e externo ou lateral), que estabilizam o joelho, e amortecem os impactos sobre as cartilagens.

Quando as fraturas ocorrem

Os acidentes automotivos e esportivos são os principais motivos das lesões sofridas na articulação e que levam a sua fratura. A fratura do joelho pode ocorrer na patela, côndilos femorais, plato tibial, eminência intercondilar da tíbia e tuberosidade da tíbia.

O tratamento para fratura na região do joelho deve ser determinado após consulta com o ortopedista e vai variar de acordo com as características da lesão e do osso que foi atingido.

No caso da fratura, o tratamento, geralmente, envolve a realização de cirurgia. Hoje, existem placas e parafusos que permitem cortes mínimos e alta resistência da fixação, mesmo para ossos com osteoporose.

Consequências

A fratura nos ossos do joelho também pode vir acompanhada de outras lesões como rompimento de ligamento, cartilagem e lesão no menisco. Por isso é muito importante procurar o ortopedista tão logo sofra a lesão, principalmente, se for uma fratura exposta, que exige atendimento médico imediato.

A cartilagem, por exemplo, é o tecido que reveste as articulações do corpo humano. Ela pode sofrer traumas que são causados por lesões como torção, contusão direta, distensões, ruptura de ligamentos ou um desgaste com o passar dos anos, que caracteriza a artrose.

Já os ligamentos funcionam como estabilizadores dessa articulação, que impedem o deslocamento anormal entre os ossos. O joelho possui quatro ligamentos: os cruzados anterior (LCA) e posterior (LCP) e os colaterais medial (LCM) e lateral (LCL).